A mpox, antigamente conhecida como “varíola dos macacos”, teve 48 casos confirmados no Brasil este ano, 41 deles reunidos no estado de São Paulo. A doença vem gerando preocupação nos últimos anos, principalmente depois do surgimento de uma cepa do vírus transmissível por relações sexuais. Já existe uma vacina contra a doença, mas ela está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS).
Temos uma notícia boa e uma ruim. A notícia boa é que sim, a vacina contra a mpox está disponível no SUS, mas a má notícia é que ela não está disponível para a população como um todo. No momento, o imunizante fica disponível para grupos mais vulneráveis à doença, segundo o ministério:
- Pessoas vivendo com HIV/aids (PVHA): homens cisgêneros, travestis e mulheres transexuais; com idade igual ou superior a 18 anos; e com status imunológico identificado pela contagem de linfócitos T CD4 inferior a 200 células nos últimos seis meses.
- Profissionais de laboratório que trabalham diretamente com Orthopoxvírus em laboratórios com nível de biossegurança 2 (NB-2), de 18 a 49 anos de idade.
Pessoas que tiveram algum contato direto com fluidos e secreções corporais de pessoas infectadas ou suspeitas de terem a doença também recebem o imunizante, seguindo as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Mpox
A mpox é causada pelo mpox vírus (MPXV), transmitida por meio do contato com pessoas, materiais ou animais infectados. “Ocorre, principalmente, por meio do contato direto pessoa a pessoa com as erupções e lesões na pele, fluidos corporais (tais como pus, sangue das lesões) de uma pessoa infectada. Úlceras, lesões ou feridas na boca também podem ser infectantes, o que significa que o vírus pode ser transmitido por meio da saliva”, explica o Ministério da Saúde.
Segundo a pasta, os sintomas são:
- Erupções cutâneas ou lesões de pele
- Linfonodos inchados (ínguas)
- Febre
- Dor de cabeça
- Dores no corpo
- Calafrio
- Fraqueza




