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Multa de R$ 10 mil passa a valer para quem mantém banheiro unissex

Por Pedro Silvini
27/01/2026
Em Geral
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banheiro público

(Reprodução/IStock)

O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), sancionou uma nova lei que proíbe a existência de banheiros unissex em instituições de ensino públicas e privadas em todo o estado. A medida também veta vestiários e dormitórios de gênero neutro, abrangendo desde a educação infantil até o ensino superior.

A norma está prevista na Lei nº 19.686 e estabelece que escolas, faculdades e universidades devem disponibilizar, obrigatoriamente, ao menos um banheiro feminino e um masculino em suas instalações.

As instituições terão um prazo de 45 dias a partir da publicação da lei para se adequarem às novas regras sem sofrer penalidades. Após esse período, quem descumprir a legislação estará sujeito a uma multa de até R$ 10 mil, que poderá ser cobrada mensalmente até que a situação seja regularizada.

A fiscalização e a cobrança das multas ficarão a cargo da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz), e os valores arrecadados serão destinados ao Fundo Estadual de Educação.

Exceção prevista na lei

A única exceção prevista é para instituições privadas que possuam apenas um banheiro individual, de uso único, com cabine fechada e porta. Nesse caso, o espaço pode ser utilizado por qualquer pessoa, independentemente do gênero, desde que não seja coletivo.

A legislação faz distinção entre:

  • Banheiro unissex ou de gênero neutro: compartilhado por pessoas de qualquer gênero, podendo ter várias cabines;
  • Banheiro individual: cabine única, com porta fechada, que garante privacidade — podendo ou não ser classificado como unissex.

Justificativa do governo

Segundo o governador Jorginho Mello, a iniciativa busca padronizar normas, garantir segurança jurídica às instituições e oferecer tranquilidade às famílias.

“As nossas crianças e jovens precisam de um ambiente escolar organizado, seguro e com regras claras. Essa lei traz segurança jurídica para as instituições e tranquilidade para as famílias catarinenses”, afirmou o governador.

O projeto foi apresentado em 2021 pelo deputado estadual Jessé Lopes (PL) e tramitou na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) até ser aprovado no plenário em dezembro de 2025. Durante a tramitação, a proposta gerou debates intensos.

Na Comissão de Direitos Humanos e da Família, o único voto contrário foi do deputado Marquito (PSOL), que argumentou que a medida “desconsidera diretrizes pedagógicas oficiais e institucionaliza práticas discriminatórias”.

Pedro Silvini

Pedro Silvini

Jornalista em formação pela Universidade de Taubaté (UNITAU), colunista de conteúdo social e opinativo. Apaixonado por cinema, música, literatura e cultura regional.

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