Balneário Camboriú, um dos destinos turísticos proeminentes do Brasil, está tomando medidas necessárias para combater a erosão marinha em sua Praia Central. Iniciada em julho de 2025, a construção de um muro subterrâneo de 6 mil metros de extensão busca proteger a orla e estabilizar a faixa de areia ampliada anteriormente.
O alargamento da Praia Central, concluído em 2021, aumentou a faixa de areia de 25 para até 110 metros em alguns trechos. No entanto, o avanço das marés reduziu essa largura para cerca de 70 metros, exigindo uma nova intervenção.

Com investimento de R$ 31 milhões, a construção do muro abrange 20 meses de trabalho e utiliza uma base de pedra rachão para garantir resistência contra o impacto das marés.
Impactos econômicos e urbanísticos
Balneário Camboriú se destaca por seu alto custo imobiliário, com o metro quadrado mais caro do Brasil, avaliado em R$ 14.906. O alargamento da praia não apenas visava o aumento da área de lazer, mas também enfrentava desafios como alagamentos frequentes.
Para lidar com estes problemas, a cidade implementou um sistema de macrodrenagem com aporte adicional de R$ 53 milhões, assegurando a infraestrutura urbana e os investimentos futuros.
Próximos passos na preservação da orla
A cidade continua seus esforços para proteger a costa e tornar a orla mais atraente. Além do muro de contenção, estão planejadas melhorias urbanísticas, incluindo pistas de corrida, ciclofaixas e novas áreas verdes.
A expectativa é que, até março de 2027, Balneário Camboriú não só ofereça uma praia mais segura, mas também um ambiente mais convidativo para moradores e turistas.




