Você aí trocando de celular a cada ano e a NASA, a agência espacial dos Estados Unidos, usando a mesma tecnologia desde os anos 1970. Brincadeiras à parte, é claro que as tecnologias usadas pela agência vão evoluindo a cada ano, mas é difícil fazer essa evolução com as sondas Voyager 1 e 2. Afinal, as duas estão no espaço desde 1977.
Como você já pode imaginar, apesar de continuarem funcionando normalmente, o hardware dessas duas sondas é bastante limitado, ainda mais de formos comparar aos padrões tecnológicos atuais. O vídeo abaixo, do YouTuber Gary Friedman, reúne registros de parte da infraestrutura usada para dar suporte às Voyagers, mostrando os computadores do tamanho de geladeiras fabricados por empresas como IBM e Univac. Na época, eram esses os computadores responsáveis por monitorar a segurança operacional das duas sondas, que atualmente estão a mais de 16 bilhões de milhas da Terra.
Sondas da NASA continuam usando tecnologia “ultrapassada”
Os computadores na Terra podem até ter sido substituídos, mas não tem como fazer o mesmo com os equipamentos a borda das sondas. De acordo com o Olhar Digital, cada uma delas conta com três sistemas computacionais, somando apenas 69,63 kilobytes de memória, que é menos do que um arquivo JPEG comum. Os dados científicos coletados são gravados em um sistema digital de oito faixas e então enviados à Terra. A comunicação acontece a 160 bits por segundo. Em comparação, as conexões dial-up operam a partir de 20 mil bits por segundo.
A NASA usa as suas maiores antenas disponíveis para captar os sinais (cada vez mais fracos) das Voyagers. Mesmo com falhas em componentes redundantes, as duas sondas seguem operacionais.




