Um dos principais nomes da equipe econômica do governo Lula deixou oficialmente o Ministério da Fazenda nesta segunda-feira (5). O secretário de Reformas Econômicas, Marcos Pinto, foi exonerado a pedido, conforme publicação no Diário Oficial da União, marcando a primeira baixa relevante da equipe comandada por Fernando Haddad desde o início do terceiro mandato presidencial.
Desde janeiro de 2023, Marcos Pinto ocupava posição central na formulação das políticas microeconômicas do governo. À frente da Secretaria de Reformas Econômicas, foi responsável por temas sensíveis como a revisão de benefícios fiscais, modernização de marcos regulatórios, propostas de tributação sobre renda de capital, agenda de crédito, infraestrutura financeira e mudanças no mercado de capitais.

A saída já era esperada nos bastidores. Em novembro, o próprio ministro Fernando Haddad havia admitido publicamente que Pinto poderia deixar o cargo antes dele. Na ocasião, o secretário explicou que pretendia retornar à iniciativa privada e dedicar mais tempo à família.
“Está chegando a hora, histórias boas terminam. Está chegando a hora de eu voltar para a iniciativa privada, voltar a cuidar da minha família, que está sentindo, infelizmente, muito a minha falta”, afirmou Marcos Pinto à época.
Contexto político e próximos passos
A exoneração ocorre em um momento de transição dentro da Fazenda. Fernando Haddad está de férias e deve deixar o ministério nas próximas semanas para disputar as eleições de outubro, seja ao governo de São Paulo ou a uma vaga no Senado, segundo especulações políticas.
Até o momento, não há indicação oficial de quem substituirá Marcos Pinto na Secretaria de Reformas Econômicas.
Outras saídas importantes
Marcos Pinto não é o único nome de peso a deixar a pasta. O economista Bernard Appy, que comandava a extinta Secretaria Especial da Reforma Tributária, também já se desligou do ministério. Appy foi o principal formulador da ampla reforma do sistema de tributação sobre o consumo, aprovada em 2023.




