Uma situação alarmante surgiu nos Estados Unidos, destacando os riscos associados aos remédios de emagrecimento. Em dezembro de 2024, Jessa Milender, uma menina de 8 anos de Indiana, sofreu uma overdose após usar sem supervisão uma caneta emagrecedora da mãe, indicada apenas para adultos.
Jessa foi encontrada inconsciente e hospitalizada, expondo um problema crescente de armazenamento inadequado de medicamentos em lares com crianças.

Os eventos ocorreram quando Jessa, sentindo dor no estômago, utilizou a caneta emagrecedora na tentativa de alívio. A caneta continha GLP-1, um potente medicamento geralmente fracionado para adultos. A ingestão de uma dose excessiva resultou em reações adversas graves, como vômitos e desidratação.
Crescimento do uso doméstico de remédios potentes
Este incidente não é um caso isolado. A popularidade das canetas emagrecedoras aumentou o risco de acidentes em casa. Muitos pais não armazenam medicamentos de forma segura, frequentemente deixando-os acessíveis a crianças.
Sem compreender os perigos, as crianças podem sofrer consequências severas. Para agravar, não há protocolos padronizados para tratar overdoses deste tipo em crianças.
Durante o tratamento de Jessa, os médicos tiveram que consultar especialistas em intoxicação pela falta de procedimentos específicos.
A lição é clara: medicamentos devem ser mantidos longe do alcance de crianças. Algumas medidas simples incluem:
- Guardar remédios em locais trancados;
- Descartar medicamentos vencidos ou não utilizados;
- Educar crianças sobre os perigos dos remédios;
- Ter contatos de emergência disponíveis.
Contribuição da indústria farmacêutica
Além dos cuidados domésticos, a indústria farmacêutica e os órgãos reguladores têm papéis vitais na segurança dos medicamentos. Medidas como tampas à prova de crianças podem reduzir significativamente o risco de acesso acidental.
Campanhas de conscientização são essenciais para promover o uso adequado dos medicamentos.
Jessa se recuperou sem sequelas aparentes.




