Mix Conteúdos Digitais
  • Início
  • Últimas Notícias
  • Contato
  • PUBLICIDADE LEGAL
Mix Conteúdos Digitais
Sem resultados
Ver todos os resultados
Mix Conteúdos Digitais
Sem resultados
Ver todos os resultados

Nova lei garante indenização pesada para filhos que tiveram pai ou mãe ausente na infância

Por Pedro Silvini
12/04/2026
Em Geral
0
criança sozinha abandonada pais

Foto: (Reprodução/LANCE SHIELDS/FLICKR)

A ausência de pai ou mãe durante a infância, marcada pela falta de convivência e participação na formação dos filhos, passou a ganhar novo peso no Judiciário brasileiro. Desde outubro de 2025, uma legislação recente reforça a possibilidade de responsabilização civil por abandono afetivo, permitindo que filhos ingressem com ações e solicitem indenização por danos morais.

O entendimento jurídico parte do princípio de que não basta o cumprimento de obrigações financeiras, como o pagamento de pensão alimentícia. A presença, o cuidado e o acompanhamento no desenvolvimento da criança também são considerados deveres legais.

De acordo com o Superior Tribunal de Justiça (STJ), o abandono afetivo não se caracteriza apenas pela falta de vínculo emocional, mas principalmente pela omissão no dever de cuidado, assistência e convivência. A Corte consolidou o entendimento com a tese de que “amar é faculdade, cuidar é dever”.

Esse conceito encontra respaldo na Constituição Federal do Brasil, que estabelece, em seu artigo 227, a obrigação da família de assegurar à criança e ao adolescente direitos fundamentais, incluindo a convivência familiar. O mesmo princípio está presente no Estatuto da Criança e do Adolescente e no Código Civil, que atribuem aos pais responsabilidades que vão além do sustento material.

Quando cabe indenização

Apesar do avanço legal, a indenização não é automática. A Justiça exige a comprovação de três elementos fundamentais: a conduta omissiva do responsável, o dano psicológico sofrido pelo filho e o nexo causal entre a ausência e os prejuízos emocionais.

Na prática, isso significa que é necessário demonstrar que a falta de convivência impactou diretamente o desenvolvimento emocional da vítima, geralmente por meio de laudos psicológicos, testemunhos e registros que evidenciem a ausência ao longo do tempo.

Decisões recentes em tribunais estaduais têm fixado indenizações que variam conforme a gravidade do caso. Em alguns processos, os valores podem ultrapassar R$ 200 mil, enquanto outros ficam na faixa entre R$ 30 mil e R$ 50 mil.

Análise individual e limites da lei

Mesmo com o reconhecimento jurídico, nem toda ausência parental resulta em condenação. A Justiça tende a rejeitar pedidos quando não há provas consistentes de dano psicológico, quando o afastamento ocorre por fatores externos, como alienação parental, ou quando há demonstração de tentativas de convivência por parte do responsável.

Além disso, o abandono afetivo não é considerado crime no Brasil, mas pode gerar responsabilidade civil, com obrigação de indenizar. Cada caso é analisado individualmente, levando em conta as circunstâncias e as provas apresentadas.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Pedro Silvini

Pedro Silvini

Jornalista com formação em Mídias Sociais Digitais, colunista de conteúdo social e opinativo. Apaixonado por cinema, música, literatura e cultura regional.

Próximo post
Foto ilustrativa: wirestock/Freepik

O que significa sentir atração por pessoas que namoram, segundo a psicologia

Confira!

Benefício do INSS

INSS não pagará o 13º salário para grande parcela de idosos em 2026; veja se o seu CPF está na lista

12/04/2026
Foto ilustrativa: wirestock/Freepik

O que significa sentir atração por pessoas que namoram, segundo a psicologia

12/04/2026
criança sozinha abandonada pais

Nova lei garante indenização pesada para filhos que tiveram pai ou mãe ausente na infância

12/04/2026
  • Contato

Diário do Comércio | Mix

Sem resultados
Ver todos os resultados
  • Contato

Diário do Comércio | Mix