A Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre confirmou, nesta terça-feira (17), um novo caso de Mpox em um morador da capital gaúcha. De acordo com a Vigilância Epidemiológica, a infecção ocorreu fora do município. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre a variante identificada nem sobre o estado de saúde do paciente.
Este não é o primeiro registro da doença no Brasil em 2026. Em janeiro, o estado de São Paulo confirmou 43 casos após 161 notificações suspeitas. As confirmações ocorreram em municípios como Campinas, Ribeirão Preto, Santos, São José dos Campos, Sorocaba e na capital paulista, entre outros.

A Mpox ganhou projeção internacional em 2024, quando foi declarada Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional pela Organização Mundial da Saúde (OMS) — o nível mais alto de alerta da entidade. Na ocasião, o Brasil chegou a ocupar a segunda posição no ranking global de casos, atrás apenas dos Estados Unidos.
O status de emergência foi suspenso em setembro de 2025, após redução consistente no número de infecções nos países mais afetados.
Até o momento, autoridades sanitárias não indicaram risco de nova pandemia, mas reforçam a importância da vigilância epidemiológica e da notificação de casos suspeitos.
O que é a Mpox
Conhecida anteriormente como “varíola dos macacos”, a Mpox é causada pelo vírus monkeypox, pertencente à mesma família do vírus da varíola. A transmissão ocorre principalmente por contato direto com lesões de pele, fluidos corporais ou objetos contaminados, além da exposição próxima e prolongada a secreções respiratórias de pessoas infectadas. O contágio também pode ocorrer por meio de animais infectados, especialmente roedores.
Os sintomas mais comuns incluem erupções cutâneas, febre, dor de cabeça e no corpo, calafrios, fraqueza e aumento dos linfonodos (ínguas). O período de incubação varia de três a 21 dias, com média entre dez e 16 dias.
Segundo o Ministério da Saúde, o tratamento é baseado em medidas de suporte clínico para alívio dos sintomas e prevenção de complicações. Até o momento, não há medicamento específico aprovado para a doença.




