Em 1º de julho deste ano, a Coreia do Norte abriu o balneário Wonsan Kalma, direcionado exclusivamente a turistas russos. A data marca a tentativa de Pyongyang de impulsionar o turismo nacional enquanto mantém restrições para estrangeiros não russos.
A inauguração foi liderada por Kim Jong-un, refletindo a estratégia do governo em fortalecer relações econômicas e políticas com Moscou.
A decisão de restringir as visitas apenas a cidadãos russos destaca acordos bilaterais e busca contornar sanções econômicas internacionais que afetam o país. Até o momento, turmas de turistas vindas da Rússia têm visitado o local, destacando a importância deste movimento para a economia norte-coreana e suas relações com a Rússia.

Infraestrutura
O complexo de Wonsan Kalma foi projetado para acomodar cerca de 20 mil visitantes. A infraestrutura inclui hotéis, áreas de lazer e um parque aquático, mas muitas dessas instalações permanecem parcialmente inacessíveis.
Essa medida reflete o controle rigoroso que o governo exerce sobre a interação de turistas com a população local, visível na limitação de acesso dos visitantes a diversas atrações.
Condições do turismo restringido
Os visitantes enfrentam itinerários pré-estabelecidos e devem seguir rigorosamente o plano turístico oferecido nos pacotes all-inclusive. Essa abordagem contrastante com outros destinos turísticos reflete a política de controle e segurança do regime norte-coreano.
Enquanto muitos turistas têm liberdade de escolha em seus destinos, na Coreia do Norte essa experiência é altamente controlada.
Após o fechamento de suas fronteiras durante a pandemia, a Coreia do Norte busca novos caminhos para reativar seu setor turístico. Apesar da abertura de Wonsan Kalma, ainda existe incerteza sobre a expansão do acesso a turistas estrangeiros de outras nacionalidades.




