O projeto do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) para transferir a sede administrativa do Governo de São Paulo para a região dos Campos Elíseos, no centro da capital, avança para a fase decisiva. O leilão da Parceria Público-Privada (PPP) está marcado para a próxima quinta-feira, 26, na B3, com investimento estimado em R$ 6 bilhões.
Dois consórcios confirmaram participação na disputa, após a entrega da documentação exigida para conduzir a concessão do chamado Novo Centro Administrativo.
O projeto prevê a construção de sete edifícios e dez torres, que irão concentrar o gabinete do governador, secretarias e órgãos estaduais atualmente espalhados por mais de 40 endereços na cidade. A expectativa é reunir cerca de 22 mil servidores públicos estaduais no novo complexo.
A concentração diária de funcionários deve ampliar significativamente o fluxo de pessoas na região, com impacto direto na dinâmica econômica e urbana do centro paulistano.
Além das estruturas administrativas, o plano inclui:
- Teatro e auditórios com tecnologia de ponta
- Salas multiuso para eventos
- Centros de atendimento ao público
- Espaços voltados à preservação do patrimônio histórico
Segundo o governo, a proposta é que o complexo funcione também como um polo cultural e de serviços, além da função burocrática.

Expectativa de melhora na segurança e emprego
Pesquisa do Instituto Datafolha, em parceria com o Seade Opinião, aponta que a mudança é vista com otimismo por moradores e trabalhadores da região central.
Entre os entrevistados do entorno dos Campos Elíseos:
- 83% acreditam que a segurança vai melhorar
- 80% preveem avanços na limpeza urbana
- 74% esperam aumento na oferta de empregos
- 70% veem potencial de crescimento do turismo
- 55% acreditam em melhora nas condições de moradia
- 53% projetam melhorias no transporte público
Entre moradores de outras regiões da capital, os índices também são positivos:
- 77% acreditam em melhora na segurança
- 77% apontam possível avanço na limpeza urbana
- 75% esperam impacto positivo no emprego
- 70% veem benefícios para o turismo
- 61% projetam melhora nas condições de moradia no centro
O levantamento ouviu 1.564 pessoas entre os dias 17 e 19 de novembro de 2025. A margem de erro é de três pontos percentuais para o total da amostra e seis pontos para moradores ou trabalhadores da área central.
Impacto financeiro e urbanístico
Com orçamento estimado em R$ 6 bilhões, a megaobra inclui não apenas a construção, mas também a manutenção do complexo ao longo do contrato de concessão.
A transferência da sede administrativa faz parte de uma estratégia de requalificação urbana do centro histórico da capital paulista, região que enfrenta desafios relacionados à segurança, degradação imobiliária e esvaziamento econômico.



