O novo salário mínimo de R$ 1.621 começa a ser pago a partir de 2 de fevereiro de 2026 no Brasil. Este reajuste anual, oficializado pelo Decreto nº 12.797/2025, representa um aumento de 6,79% sobre o valor anterior de R$ 1.518.
A atualização segue a política que combina inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), visando preservar o poder de compra dos trabalhadores.
A nova quantia afeta 61,9 milhões de brasileiros e deve injetar R$ 81,7 bilhões na economia em 2026, conforme estimativas do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
Além dos trabalhadores que recebem o salário mínimo, este valor reajustado influencia diretamente diversos benefícios previdenciários, como aposentadorias e pensões, além de contribuições como o INSS e o seguro-desemprego.
Detalhes do reajuste
O reajuste de R$ 103 no salário mínimo considera uma inflação de 4,18% e um crescimento real do PIB de 3,4%. Para respeitar o teto fiscal, o aumento acima da inflação é limitado a 2,5%.
Com isso, o valor diário para quem recebe o mínimo é de R$ 54,04, enquanto o valor por hora atinge R$ 7,37. Essa atualização reflete uma política de valorização que busca assegurar um poder de compra básico aos trabalhadores, ao mesmo tempo em que mantém a responsabilidade fiscal do governo.
Impacto econômico
O impacto do reajuste na economia é notável, com um aumento estimado de R$ 110 bilhões, considerando todas as alterações em benefícios e isenções fiscais.
No entanto, a Previdência Social deve enfrentar um custo adicional de R$ 43,5 bilhões, destacando a necessidade de balanço entre os benefícios aos trabalhadores e a sustentabilidade das contas públicas.
Como isso afeta você?
Para trabalhadores formais e autônomos que utilizam o sistema eSocial, as contribuições ao INSS são calculadas sobre a nova base salarial. Aqueles que ganham até R$ 1.621 terão uma alíquota de 7,5%, e os que recebem entre R$ 1.621,01 e R$ 2.902,84 pagarão 9%.
Essa mudança abrange também benefícios como seguro-desemprego e salário-família, que passam a seguir as novas diretrizes do salário mínimo.




