O Nubank entrou na disputa para adquirir o Banco Caixa Geral Brasil, subsidiária da estatal portuguesa Caixa Geral de Depósitos (CGD), em um movimento estratégico para ampliar sua atuação no sistema financeiro nacional. A fintech figura entre os quatro finalistas do processo de venda, ao lado de Garantia Capital, MD Capital e Sputnik LLC.
A informação foi divulgada pelo governo português e marca mais um passo da instituição brasileira na tentativa de obter uma licença bancária completa no país, algo considerado essencial para expandir suas operações.
O interesse do Nubank pela aquisição está diretamente ligado à busca por uma licença bancária no Brasil. Atualmente, a empresa avalia alternativas para atingir esse objetivo, incluindo tanto a compra de uma instituição já autorizada quanto a solicitação do zero junto ao Banco Central.
A aquisição de um banco em operação, como o Caixa Geral Brasil, é vista como o caminho mais rápido. Enquanto um pedido do zero pode levar entre 12 e 18 meses para aprovação, a compra de uma instituição licenciada reduz significativamente esse prazo, dependendo apenas do aval regulatório.
Em comunicado, o Nubank afirmou que analisa diferentes possibilidades e reforçou que ainda não há decisão final sobre a operação.
Disputa e perfil da instituição
O Banco Caixa Geral Brasil atua como banco múltiplo e está enquadrado no segmento S4 do Banco Central, que reúne instituições de menor porte relativo. Apesar disso, possui estrutura consolidada e autorização para operar no país, o que o torna um ativo estratégico para interessados no setor.
Dados do Banco Central indicam que a instituição tinha cerca de R$ 1,96 bilhão em ativos, com uma carteira de crédito de R$ 866,3 milhões e patrimônio líquido de R$ 300,3 milhões.
A venda faz parte de uma estratégia da CGD de reorganizar suas operações internacionais. A expectativa é que o processo avance ao longo dos próximos meses, com conclusão prevista apenas para 2027, devido às etapas regulatórias.




