O tradicional número do Registro Geral (RG), utilizado há décadas como principal documento de identificação no Brasil, está com os dias contados. O governo federal iniciou a implantação da Carteira de Identidade Nacional (CIN), documento que passa a utilizar apenas o CPF como identificador único dos cidadãos em todo o território nacional.
A nova identidade já pode ser emitida gratuitamente nos estados e tem como objetivo unificar registros e reduzir fraudes, além de facilitar o acesso a serviços públicos.
Com a nova Carteira de Identidade Nacional, o CPF se torna o número oficial e único de identificação, substituindo o modelo antigo em que cada estado emitia um RG diferente.
Na prática, isso significa que uma pessoa não poderá mais ter múltiplos números de identidade emitidos por unidades federativas distintas — situação que ocorria com frequência no modelo anterior.
O novo documento também permite incluir outras informações do cidadão no cadastro, como:
- Título de eleitor
- Carteira de Trabalho (CTPS)
- Carteira Nacional de Habilitação (CNH)
- Certificado militar
- Outros registros oficiais
A integração desses dados busca simplificar cadastros administrativos e melhorar o acesso a serviços públicos.
Mais segurança e versão digital
A nova carteira conta ainda com mecanismos avançados de segurança, criados para dificultar falsificações e proteger os dados dos cidadãos.
Entre os recursos disponíveis estão:
- QR Code com dados biométricos e cadastrais, que podem ser verificados por sistemas do governo
- Impressão com tecnologia gráfica avançada, difícil de reproduzir
- Versão digital no aplicativo Gov.br, permitindo acesso pelo celular
Segundo o governo, a padronização também permitirá que órgãos públicos compartilhem informações de forma segura, facilitando atendimentos em áreas como saúde, educação e benefícios sociais.
RG antigo ainda será aceito por alguns anos
Apesar da mudança, o RG atual não deixará de valer imediatamente. De acordo com o Decreto nº 10.977/2022, o documento antigo continuará válido até 2032.
Depois desse prazo, quem não tiver substituído a identidade poderá enfrentar dificuldades para realizar serviços que exigem comprovação oficial de identidade.




