O Agente Secreto está fazendo história para o cinema nacional, tendo conquistado quatro indicações ao Oscar 2026 – empatando com o recorde de Cidade de Deus (2002). Depois do anúncio, na última quinta-feira (22), o diretor do longa, o pernambucano Kleber Mendonça Filho, publicou um vídeo em suas redes agradecendo aos envolvidos na produção e também a um outro filme nacional. Nas palavras do cineasta, O Agente Secreto não existiria sem essa outra produção.
E o filme em questão é Amarelo Manga (2002), dirigido por Cláudio Assis. “O Agente Secreto também não existiria sem Amarelo Manga, do Cláudio Assis, que foi a primeira vez que vi um filme em Cinemascope. E aquilo me impactou muito”, declarou Kleber Mendonça Filho.
Lembrando que o diretor nasceu em Recife e a capital pernambucana é o cenário de vários dos seus filmes, incluindo O Agente Secreto.
Saiba mais sobre Amarelo Manga, o “pai” de O Agente Secreto
O longa de Cláudio Assis costura a história de vários personagens que se cruzam em um bairro humilde de Recife, como o gerente Dunga ((Matheus Nachtergaele), gerente de um hotel apaixonado pelo açougueiro Wellington (Chico Diaz), que é casado com a evangélica fervorosa Kika (Dira Paes). Isaac (Jonas Bloch) é um taxista necrófilo. Lígia (Leona Cavali) é uma mulher cansada da rotina cuidando do seu bar.
A ideia das histórias de vários personagens se entrelaçando pode ser inspirado outra produção de Kleber Mendonça, o elogiado O Som ao Redor (2012).
De acordo com a Revista Forum, Amarelo Manga teve um grande impacto no cinema nacional, sendo essencial para a retomada do nosso cinema no começo do século XXI. O filme não está disponível em serviços de streaming, mas você pode alugar o longa em plataformas como o Globoplay.





