Você provavelmente já passou pelo seguinte cenário: o seu despertador toca (ou você acorda sem precisar dele) e pensa: “ok, já já eu me levanto”, mas decide pegar o celular para dar aquela checadinha nas redes… o problema é que, quando você se dá conta, já se passaram vários minutos e você ainda não saiu da cama. O cenário é tão comum que ganhou até nome: “bed rotting”, “apodrecer na cama”, um termo muito usado para definir esses momentos em que você fica na cama por horas só rolando a tela.
Uma pesquisa da American Academy of Sleep Medicine aponta que cerca de 24% das pessoas da Geração Z (nascidos entre 1995 e 2010) já praticaram o bed rotting. Segundo a CNN Brasil, alguns até defendem que esse momento seria uma forma de autocuidado e relaxamento, mas será que é mesmo?
Os prejuízos da prática bed rotting
Antes de tudo, é fato que reservar momentos de “improdutividade” ao longo do dia é essencial para a sua saúde e para te ajudar a recuperar do ritmo acelerado do nosso dia a dia. Consultada pela CNN, Bárbara Conway, psicóloga e coordenadora do Núcleo de Psicologia do Sono da Academia Brasileira do Sono (ABS), explicou que pausas curtas de autocuidado são benéficas quando são mais conscientes e, acima de tudo, afastadas das telas.
“Ficar em silêncio por alguns minutos prestando atenção na respiração, contemplar uma paisagem, escutar uma música, expor-se à luz natural ou realizar uma caminhada são exemplos de atividades mais interessantes para revigorar-se do que apodrecer na cama”, destaca Conway.
Especialistas ainda apontam que, em excesso, esse tipo de prática pode indicar fuga da realidade ou causar uma sensação de isolamento e apatia.




