Você talvez já tenha ouvido dizer que acordar no meio da madrugada é um sinal negativo para a saúde do seu sono… mas será que é bem assim? A ciência do sono, a história e a biologia explicam que não. A ideia de que você precisa dormir oito horas de forma ininterrupta é uma invenção moderna.
O normal era acordar no meio da madrugada
De acordo com o site Xataka, até cerca de dois séculos atrás, o normal realmente não era dormir a noite toda. As pessoas se deitavam pouco depois do anoitecer, dormiam por cerca de quatro horas, acordavam e ficavam assim por um tempo, até voltarem a dormir, dessa vez até o amanhecer. É o chamado “sono bifásico”, um sono de “duas fases”.
O que fez a maior parte da humanidade ir perdendo esse sono bifásico foi que, a partir do século 18, nós começamos a ter lâmpadas a óleo, gás ou eletricidade, o que fez as pessoas começarem a dormir mais tarde e, consequentemente, começarem a dormir de forma mais “direta”. Outro ponto, segundo o Xataka, foi a Revolução Industrial, período em que a rigidez dos horários consolidou o descanso em apenas um bloco.
Um estudo de 2017, realizado em uma comunidade agrícola sem eletricidade de Madagascar, descobriu que os moradores com menos contato com fontes de luz artificiais e fora do sistema capitalista de produção rapidamente voltavam ao padrão de sono bifásico.
Com o estilo de vida moderno, essa forma de sono não é mais o padrão da maioria da população, mas muitas pessoas ainda acordam no meio da madrugada. Nesses casos, a sugestão do Xataka é: ao invés de combater essa vigília, faça alguma atividade tranquila, como ler sob luz suave. Isso já deve te ajudar a voltar para o sono.




