O fenômeno do compartilhamento excessivo nas redes sociais tem se intensificado, afetando profundamente a vida pessoal e as relações. Principalmente no Brasil, onde o número de internautas se aproxima dos 188 milhões, a busca por validação social impulsiona muitos a revelar detalhes pessoais sem considerar os impactos.
Tal comportamento é impulsionado por recompensas emocionais, mas também levanta preocupações sérias sobre privacidade e saúde mental.
A facilidade de acesso e o formato atraente das redes sociais criam o cenário perfeito para o oversharing. Curtidas e comentários ativam áreas do cérebro relacionadas ao prazer, incentivando a exposição contínua.
Porém, essa prática pode levar à formação de identidades irreais, onde a discrepância entre a vida digital e a realidade eleva a ansiedade e os sentimentos de inadequação.
Efeitos do “sharenting” nas crianças
Um dos aspectos mais controversos desse fenômeno é o “sharenting”, no qual pais compartilham informações e fotos de crianças sem pensar nos riscos. Esses riscos incluem a perda de privacidade dos menores, exposição a cyberbullying e até acesso por grupos perigosos online.
Nesse contexto, as crianças podem crescer vendo suas vidas expostas sem consentimento, o que pode afetar sua saúde mental.
Práticas saudáveis para minimizar impactos
Para reduzir os efeitos negativos do uso excessivo de redes sociais, recomenda-se:
- Definir limites de tempo para acesso a essas plataformas
- Refletir antes de compartilhar informações pessoais
- Priorizar momentos presenciais com amigos e familiares
- Usar ferramentas de privacidade para proteger informações sensíveis
Implementar essas práticas pode fortalecer as conexões reais e promover a saúde mental.




