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O que significa dormir de coberta mesmo no calor, segundo a ciência

Por Pedro Silvini
14/12/2025
Em Geral
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dormir

(Reprodução/IStock)

Dormir com coberta mesmo em noites quentes não é apenas um costume estranho: é um comportamento amplamente difundido e explicado pela ciência. Pesquisas apontam que 65% das pessoas sentem necessidade de dormir sob um cobertor, lençol ou edredom independentemente da temperatura — e isso tem relação direta com o funcionamento do cérebro, com mecanismos de relaxamento e até com condicionamento aprendido desde a infância.

Especialistas explicam que a sensação de estar coberto estimula o sistema nervoso parassimpático, responsável por reduzir a frequência cardíaca, diminuir a tensão muscular e induzir o estado de calma necessário para adormecer.

“O toque suave e a pressão constante — mesmo que leve — funcionam como um gatilho fisiológico para o corpo entrar em modo de descanso”, aponta um estudo do Departamento de Anestesiologia da Universidade da Califórnia (2011). A pesquisa mostrou que a pressão distribuída de cobertores pode melhorar a qualidade do sono e até reduzir dores crônicas.

Essa é a mesma lógica por trás das weighted blankets (cobertores com peso), que ganharam popularidade nos últimos anos.

Benefícios emocionais: menos ansiedade e mais serotonina

Universidades da Austrália, como Flinders University e University of Adelaide, identificaram que dormir coberto pode reduzir sintomas de ansiedade e ajudar o cérebro a desacelerar antes do sono.

Durante a fase REM — quando sonhamos — os níveis de serotonina, neurotransmissor do bem-estar, caem drasticamente. Vários estudos sugerem que cobertores, especialmente os mais pesados, podem aumentar a produção de serotonina, compensando essa queda e trazendo uma sensação maior de conforto e estabilidade emocional.

Por que isso acontece?

Outro fator importante é o condicionamento psicológico. Desde bebês, somos acostumados a dormir com cobertas porque recém-nascidos têm dificuldade de regular a própria temperatura. Pais e cuidadores, portanto, naturalmente os cobrem para protegê-los.

Ideias como “sensação de voltar ao útero” surgem com frequência, mas pesquisadores consideram essa hipótese pouco provável.

Uma explicação curiosa — mas plausível — é puramente sensorial: cobertas são macias e agradáveis ao toque. Embora ainda não existam estudos conclusivos sobre isso, cientistas reconhecem que o conforto físico pode ser, por si só, um motivo forte para que as pessoas queiram se cobrir mesmo no calor.

Pedro Silvini

Pedro Silvini

Jornalista em formação pela Universidade de Taubaté (UNITAU), colunista de conteúdo social e opinativo. Apaixonado por cinema, música, literatura e cultura regional.

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