Se você for procurar em uma loja qualquer de aplicativos, vai encontrar vários apps de agendas em que você pode digitar o que precisa fazer e até mesmo programar lembretes para te lembrar dos seus compromissos. Mas não adianta: pelo menos no meu caso, eu preciso de uma agenda, preciso escrever o que fazer no dia (e ter o prazer de riscar as tarefas feitas). Pode me chamar de antiquada, mas eu vou defender esse hábito e com bons argumentos.
Os benefícios de escrever à mão ao invés de digitar
Pesquisadores da Norwegian University of Science and Technology, na Noruega, fizeram um estudo em que eles registraram a atividade cerebral de participantes enquanto eles digitavam ou escreviam. E o que descobriram é bem interessante: escrever à mão ativou redes neurais mais elaboradas em comparação ao ato de digitar.
O resultado disso é que o ato de escrever ajuda a memorizar bem melhor do que o de digitar, o que faz os pesquisadores defenderem priorizar a escrita manual, principalmente em contextos educacionais, já que isso vai ajudar a otimizar o desenvolvimento cognitivo.
Outro ponto é que, ao preferir cadernos físicos, você não vai começar a ser atormentado pelas notificações e várias janelas que você pode ir abrindo no seu celular ou computador. Como explica o C.B. Radar, o ambiente analógico favorece um estado de concentração, com suas ideias fluindo sem as interrupções do mundo digital. Esse ritmo mais lento é mais um dos pontos a favor da escrita à mão, principalmente no ambiente escolar.
Ao escrever, você pausa por alguns segundos, uma pausa que te ajudar a organizar o seu raciocínio para então colocar essas ideias no papel. Não é por acaso que a escrita também é muito usada como ferramenta terapêutica.




