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Objeto de 20km de origem desconhecida foi encontrado no Triângulo das Bermudas

Por Pedro Silvini
06/01/2026
Em Geral
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triângulo das bermudas

(Reprodução/Getty Images)

Um suposto “objeto de 20 quilômetros de origem desconhecida” encontrado no Triângulo das Bermudas tem gerado curiosidade e especulações nas redes sociais. Apesar do tom misterioso, a explicação é científica: pesquisadores identificaram uma camada geológica incomum sob a crosta oceânica de Bermuda, resultado de processos vulcânicos antigos. A descoberta foi publicada na revista Geophysical Research Letters e ajuda a explicar por que a ilha nunca afundou, mesmo após o fim de sua atividade vulcânica há mais de 30 milhões de anos.

O estudo foi conduzido por uma equipe liderada pelo sismólogo William Frazer, do Carnegie Science, e por Jeffrey Park, da Universidade de Yale. Os pesquisadores analisaram ondas sísmicas geradas por 396 terremotos distantes, fortes o suficiente para atravessar a crosta terrestre e revelar a estrutura das rochas abaixo de Bermuda, a até 50 quilômetros de profundidade.

O resultado mostrou uma camada de rocha com cerca de 20 quilômetros de extensão e aproximadamente 12,4 milhas (20 km) de espessura, localizada abaixo da crosta oceânica. Essa camada é menos densa do que o material ao redor — algo nunca observado com essa dimensão em outras partes do mundo.

“Normalmente, espera-se encontrar o manto logo abaixo da crosta oceânica. Mas, em Bermuda, existe essa outra camada, posicionada dentro da placa tectônica sobre a qual a ilha está assentada”, explicou Jeffrey Park em entrevista ao Live Science.

Animação do que acontece em Bermudas (Reprodução/William D. Frazer and Jeffrey Park)

Por que Bermuda não afundou

Em geral, ilhas vulcânicas tendem a afundar ao longo de milhões de anos depois que o vulcanismo cessa. Isso ocorre porque a crosta esfria, se torna mais densa e perde sustentação. Bermuda, porém, desafia essa lógica.

Segundo os pesquisadores, essa camada rochosa funciona como uma espécie de “balsa geológica”, fornecendo flutuabilidade extra e mantendo a ilha elevada cerca de 500 metros acima do assoalho oceânico ao seu redor.

“O que vemos é material remanescente dos tempos de intenso vulcanismo sob Bermuda, que ainda ajuda a sustentar essa região como uma área de relevo elevado no Atlântico”, afirmou a geóloga Sarah Mazza, do Smith College, que não participou do estudo.

Origem ainda em debate, mas sem mistério sobrenatural

Embora a camada seja incomum, os cientistas afastam qualquer hipótese de origem artificial ou extraterrestre. A explicação mais aceita envolve processos geológicos profundos.

“Acreditamos que parte do magma pode ter ficado retido sob a crosta, em vez de entrar em erupção, formando ao longo do tempo um grande corpo rochoso”, disse Park ao site Brighter Side of News. Ele acrescenta que outra possibilidade é a chamada subplacagem metasomática, quando material quente do manto fratura a crosta, permite a entrada de água do mar e altera quimicamente as rochas, tornando-as menos densas.

Apesar das incertezas sobre o mecanismo exato, os pesquisadores são categóricos: não houve atividade vulcânica na superfície há cerca de 31 milhões de anos, e o fenômeno não tem relação com desaparecimentos de navios ou aviões associados ao imaginário do Triângulo das Bermudas.

Pedro Silvini

Pedro Silvini

Jornalista em formação pela Universidade de Taubaté (UNITAU), colunista de conteúdo social e opinativo. Apaixonado por cinema, música, literatura e cultura regional.

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