A disputa bilionária envolvendo o mercado de saúde ganha destaque com a iminente queda da patente da semaglutida, ingrediente ativo do medicamento Ozempic. A exclusividade da Novo Nordisk, empresa detentora da patente, expira em 20 de março de 2026, tanto no Brasil quanto em mercados significativos como China, Índia, Turquia e Canadá.
Este acontecimento não só desafia o domínio da Novo Nordisk, mas também sinaliza uma mudança crucial no setor farmacêutico.
A queda da patente promete aumentar a concorrência no mercado global de medicamentos genéricos e biossimilares. Produtos à base de semaglutida, conhecidos por auxiliar na perda de peso e controle de diabetes, movimentaram bilhões.
Com a quebra da exclusividade, novos fabricantes poderão entrar no mercado, especialmente em países populosos como China e Índia, que abrigam uma parcela significativa da população global.
Mercado de medicamentos genéricos
Com a aproximação do fim da patente, a urgência para capturar uma fatia do mercado de semaglutida se intensifica. Empresas envolvendo genéricos estão buscando aprovações regulatórias aceleradas.
No Brasil, nomes como Hypera Pharma e Eurofarma estão prontos para competir com os novos produtos. O mercado espera que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) libere aprovações em breve, aumentando a oferta no mercado e potencialmente reduzindo preços.
Oportunidades
Embora o potencial de lucro seja considerável, os desafios regulatórios permanecem significativos. A falta de regulamentação clara às vésperas da quebra da patente pode atrasar a entrada de novos produtos.
As empresas precisarão navegar por aprovações para biossimilares, que geralmente enfrentam processos rigorosos. A concorrência promete ser acirrada, com players como Eli Lilly já se preparando para o aumento na popularidade dos agonistas do receptor GLP-1, categoria à qual a semaglutida pertence.




