O sistema de pagamentos instantâneos brasileiro pode ganhar um novo alcance internacional. O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, manifestou publicamente interesse em adotar o modelo do Pix em seu país, defendendo a expansão da tecnologia como alternativa para fortalecer a autonomia financeira na região.
A solicitação foi feita por meio de uma publicação nas redes sociais, na qual Petro pediu ao Brasil que estenda o sistema para território colombiano. O movimento ocorre em meio a críticas do governo local a mecanismos financeiros internacionais, especialmente sanções impostas por órgãos dos Estados Unidos.
Criado pelo Banco Central do Brasil, o Pix se consolidou como um dos principais meios de pagamento do país, com cerca de 170 milhões de usuários, o equivalente a aproximadamente 80% da população.
Somente em 2025, o sistema movimentou mais de R$ 35 trilhões, consolidando-se como uma alternativa rápida, gratuita e amplamente acessível em comparação com métodos tradicionais, como transferências bancárias e cartões.
Para Petro, a adoção de um modelo semelhante pode ampliar a transparência e reduzir a dependência de sistemas financeiros internacionais.
Críticas aos Estados Unidos e tensão diplomática
O posicionamento do presidente colombiano também ocorre em um contexto de críticas ao Office of Foreign Assets Control (OFAC), responsável por aplicar sanções econômicas. Petro afirmou que o mecanismo perdeu eficácia no combate ao crime e passou a ser utilizado com viés político.
Além disso, o interesse no Pix surge dias após o governo de Donald Trump questionar o sistema brasileiro em um relatório oficial, alegando que a ferramenta pode prejudicar empresas norte-americanas de pagamentos e distorcer a concorrência internacional.
Brasil descarta mudanças no sistema
Em resposta às críticas externas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil não pretende alterar o funcionamento do Pix. Segundo ele, o sistema pertence à população brasileira e desempenha papel essencial na economia.
A possível adoção do modelo por outros países pode abrir caminho para uma integração financeira regional, com impactos diretos no comércio e nas relações econômicas da América Latina.




