A Associação Internacional de Exorcistas (AIE) alertou o papa Leão XIV sobre o aumento de casos relacionados a práticas ocultistas e sofrimento espiritual ao redor do mundo. Em reunião realizada no Vaticano no dia 13 de março, representantes do grupo pediram que todas as dioceses católicas tenham ao menos um sacerdote treinado para atuar como exorcista.
Segundo a entidade, há uma demanda crescente por esse tipo de atendimento religioso, impulsionada pela expansão de práticas esotéricas, satanismo e conteúdos disseminados nas redes sociais.
Durante o encontro, líderes da AIE apresentaram um relatório que descreve uma situação considerada “cada vez mais ampla e preocupante” de pessoas afetadas por aquilo que a Igreja classifica como ação espiritual extraordinária.
A associação afirma que existe um déficit global de mais de 2 mil exorcistas, número significativo diante das mais de 3 mil dioceses católicas espalhadas pelo mundo. A recomendação é que cada uma conte com ao menos um sacerdote capacitado.
Além disso, o grupo defende maior formação teológica e prática, com inclusão do tema nos seminários, treinamento específico para bispos e capacitação obrigatória para padres designados à função.
Crescimento do ocultismo está entre os fatores
De acordo com representantes da associação, o aumento da procura por exorcismos está ligado à maior exposição a práticas consideradas espiritualmente arriscadas, como participação em seitas, uso de rituais mágicos e envolvimento com correntes esotéricas.
A entidade também aponta que redes sociais e novas tecnologias têm contribuído para a disseminação desse tipo de conteúdo, ampliando o alcance dessas práticas.
Para os especialistas ligados à AIE, ignorar esses fenômenos pode deixar fiéis sem assistência adequada, levando-os a buscar soluções inadequadas para problemas espirituais.
Papel do exorcista é considerado essencial
A Igreja Católica considera o exorcismo uma prática legítima dentro de sua doutrina, voltada ao atendimento de casos específicos e conduzida por sacerdotes autorizados. O papa Leão XIV já classificou a atividade como “delicada”, mas também “necessária”.
Segundo a associação, a presença de exorcistas nas dioceses é fundamental para oferecer suporte espiritual em situações extremas e garantir assistência adequada aos fiéis.




