A eleição do papa Leão XIV, realizada em maio de 2025, não será anulada nem colocada em risco após a revelação de uma falha de segurança no conclave. Um novo livro lançado por jornalistas especializados no Vaticano aponta que um dos cardeais entrou na Capela Sistina portando um telefone celular, em violação às regras rigorosas do processo.
Segundo a obra The Election of Pope Leo XIV, escrita pelos correspondentes Gerard O’Connell e Elisabetta Piqué, o incidente ocorreu pouco antes da primeira votação. Equipamentos de segurança detectaram um sinal ativo dentro da Capela Sistina, mesmo com sistemas de bloqueio eletrônico instalados para impedir qualquer comunicação externa.
Após momentos de surpresa entre os cardeais, um religioso idoso percebeu que carregava o aparelho no bolso e o entregou imediatamente. De acordo com os autores, o cardeal demonstrou estar “desorientado e angustiado”, sem indícios de intenção deliberada.

Sem impacto no resultado da eleição
Apesar da gravidade da falha, o episódio não interferiu no desfecho do conclave, que elegeu o norte-americano Robert Prevost como papa Leão XIV, o primeiro dos Estados Unidos a liderar a Igreja Católica.
O conclave, realizado entre os dias 7 e 8 de maio, reuniu 133 cardeais de 70 países, tornando-se o mais diverso da história. Embora houvesse expectativa sobre a possível escolha de um pontífice da África ou da Ásia, nenhum candidato dessas regiões obteve apoio suficiente, segundo o livro.
Tradição e desafios logísticos
O processo de escolha papal, que remonta a mais de 800 anos, exige isolamento total dos participantes, incluindo a entrega de dispositivos eletrônicos. Ainda assim, o episódio revelou uma brecha inesperada em um sistema considerado altamente seguro.
A publicação também destaca dificuldades enfrentadas pelos cardeais durante o conclave, como a ausência de despertadores, o que levou alguns a perderem horários, e limitações de infraestrutura, incluindo o acesso a banheiros.




