O custo da cesta básica de alimentos ficou mais barato em julho de 2025 para famílias em 15 capitais brasileiras, segundo levantamento divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
A redução foi impulsionada, principalmente, pela queda nos preços de itens como arroz, feijão, carne bovina e açúcar, considerados essenciais na mesa do brasileiro. As retrações mais significativas ocorreram em Florianópolis (-2,6%), Curitiba (-2,4%), Rio de Janeiro (-2,3%) e Campo Grande (-2,1%).
Capitais mais caras e mais baratas
Apesar da queda, São Paulo continua liderando o ranking nacional com a cesta mais cara do país, ao custo de R$ 865,90. Logo atrás aparecem Florianópolis (R$ 844,89), Porto Alegre (R$ 830,41), Rio de Janeiro (R$ 823,59) e Cuiabá (R$ 813,48).
Já os menores valores foram registrados em capitais do Norte e Nordeste, regiões onde a composição da cesta é diferenciada. Em Aracaju, por exemplo, o conjunto de alimentos custou R$ 568,52; em Maceió, R$ 621,74; em Salvador, R$ 635,08; e em Porto Velho, R$ 636,69.
Produtos em queda
O arroz registrou retração em quase todas as capitais, com destaque para Porto Velho (-7,1%), Palmas (-5,2%) e Florianópolis (-5%). O feijão também caiu em 24 capitais, sendo a maior redução em Vitória (-6,9%). Já o café em póficou mais barato em 21 cidades, com destaque para Belo Horizonte (-8,1%).
A carne bovina de primeira teve comportamento misto: caiu em 16 capitais — a maior queda foi em Belém (-2,9%) —, mas subiu em 11, entre elas Boa Vista (2%) e Salvador (1,8%).
Impacto no salário mínimo
O estudo também calculou que, considerando o custo da cesta em São Paulo, o salário mínimo ideal para sustentar uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 7.274,43, ou 4,79 vezes o valor atual, de R$ 1.518.
Ainda assim, a boa notícia é que, pela primeira vez em meses, a redução no custo da cesta fez com que o trabalhador que recebe um salário mínimo comprometesse um pouco menos de sua renda líquida: 50,9% em julho contra 51,1% em junho.




