A formação de um ciclone extratropical deve provocar uma mudança brusca no clima em diferentes regiões do Brasil ao longo desta semana. O fenômeno, que começa a se intensificar nesta segunda-feira (6), deve atingir principalmente estados do Sul e do Sudeste, com previsão de ventos fortes, chuvas intensas e queda nas temperaturas.
De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), há alerta de tempestades para todo o estado do Paraná, enquanto outras áreas, como Rio Grande do Sul, Santa Catarina e partes de São Paulo, também devem sentir os efeitos do sistema.
O sistema teve origem em uma área de baixa pressão atmosférica entre o Paraguai e o norte da Argentina. Ao longo desta terça-feira (7), essa instabilidade se intensifica e dá origem ao ciclone extratropical na região entre o Uruguai e a Argentina, avançando posteriormente em direção ao oceano.
Segundo a MetSul Meteorologia, a chegada de uma massa de ar frio a partir de quarta-feira (8) deve consolidar a mudança no padrão climático, encerrando a sequência de dias com temperaturas elevadas registrada desde o início do outono.
Ventos fortes e risco de temporais
As previsões indicam acumulados de chuva que podem chegar a 50 mm por dia, além de rajadas de vento de até 60 km/h, especialmente entre a tarde e a noite de terça-feira.
O Climatempo aponta que o ciclone terá intensidade significativa, com pressão atmosférica abaixo de 1000 hectopascais em seu centro, característica comum em sistemas mais organizados e potencialmente severos.
O avanço da frente fria deve espalhar os temporais do Rio Grande do Sul para Santa Catarina e Paraná, podendo alcançar também áreas do Sudeste, como São Paulo.
Mudança no padrão climático
Apesar do início do outono em março, o Brasil vinha registrando temperaturas típicas de verão nas últimas semanas, com máximas acima dos 30°C em cidades como Porto Alegre e São Paulo.
A chegada da nova massa de ar frio deve derrubar os termômetros para níveis próximos ou abaixo da média de abril, marcando uma virada no comportamento climático recente.
Meteorologistas alertam para riscos associados, como alagamentos, queda de árvores e interrupções no fornecimento de energia, especialmente nas áreas mais afetadas pelos ventos intensos e pelas chuvas volumosas.




