Em 2026, uma equipe de paleontologistas da Universidade de São Paulo (USP), liderada pela professora Annie Schmaltz Hsiou, anunciou a descoberta de um antigo megapantanal na Amazônia, conhecido como lago Pebas. Este ecossistema, datado de até 18 milhões de anos, abrigava espécies gigantes como o Purussaurus, um jacaré com mais de 10 metros, e roedores do tamanho de búfalos.
As evidências fósseis, encontradas na região dos rios Acre e Purus, têm em média 8,5 milhões de anos.
A descoberta do lago Pebas, que cobria cerca de um milhão de quilômetros quadrados na América do Sul, oferece clareza sobre a evolução geológica e biológica da região amazônica. Este lago influenciou a formação do rio Amazonas moderno, onde sua dinâmica hídrica alterou drasticamente o curso das águas, contribuindo para a biodiversidade que conhecemos hoje.
Gigantes do passado no lago Pebas
O lago Pebas era um ambiente ideal para megafaunas. Animais como jacarés de 10 metros, grandes tartarugas e roedores monumentais prosperavam em suas águas.
Estas criaturas adaptaram-se ao extenso e dinâmico habitat aquático. As descobertas fósseis são essenciais para reconstituir este paleoambiente e entender as interações entre espécies.
Os processos de sedimentação e erosão moldaram significativamente o território. O estudo contínuo é vital para desvendar como predadores e suas presas coexistiam.
A região de Pebas, complexa em formações geológicas, desempenhou papel crucial no curso do rio Amazonas, que começou a fluir para o Atlântico há cerca de 8,5 milhões de anos. Esse deslocamento, precipitado pela elevação dos Andes, transformou a paisagem ecológica, afetando a biodiversidade.
Esta investigação geológica é colaborativa, com pesquisadores de várias instituições, incluindo universidades brasileiras e internacionais. Detalhadas análises de fósseis revelam informações sobre as condições climáticas passadas e a evolução ecológica da Amazônia.




