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Pessoas que não ingerem essa bebida costumam ser mais inteligentes, segundo a ciência

Por Pedro Silvini
18/01/2026
Em Geral
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inteligência Mãe

(Reprodução/IStock)

Evitar refrigerantes pode ir além de uma escolha alimentar saudável e estar diretamente ligado ao desempenho cognitivo. Pesquisas científicas indicam que pessoas que não consomem esse tipo de bebida tendem a preservar melhor a memória e a saúde do cérebro ao longo dos anos, o que pode refletir em maior clareza mental e envelhecimento cerebral mais lento.

Um estudo brasileiro publicado na revista Neurology e repercutido pelo jornal dinamarquês Berlingske acompanhou mais de 12 mil pessoas durante oito anos e identificou uma associação entre o consumo de bebidas adoçadas artificialmente — como refrigerantes diet e zero — e pior desempenho de memória, além de aceleração do envelhecimento biológico do cérebro.

Refrigerante e Água
(Reprodução/Getty Images)

Segundo os pesquisadores, adoçantes artificiais presentes nesses produtos podem interferir em mecanismos neurológicos importantes, afetando funções ligadas à aprendizagem e à cognição.

Os efeitos negativos não se limitam às versões sem açúcar. Pesquisas conduzidas pela Universidade de Boston também relacionam o consumo de refrigerantes tradicionais e sucos industrializados a atrofia cerebral e redução do volume do hipocampo, região diretamente ligada à memória e ao aprendizado.

“Nossas descobertas indicam uma associação entre maior ingestão de bebidas açucaradas e atrofia cerebral, incluindo menor volume cerebral e pior memória”, afirmou o pesquisador Matthew Pase, da Universidade de Boston. Ele acrescentou que pessoas que consumiam refrigerantes dietéticos apresentaram quase três vezes mais risco de sofrer um AVC ou desenvolver demência.

Impactos que vão além da inteligência

Além dos efeitos cognitivos, estudos médicos já associam o consumo frequente de refrigerantes a doenças como diabetes, problemas cardiovasculares, doença hepática, osteoporose e obesidade. A acidez das bebidas também contribui para o desgaste do esmalte dentário, enquanto os gases podem causar refluxo, inchaço e desconforto gastrointestinal.

Adoçantes artificiais, como o aspartame — até 200 vezes mais doce que o açúcar —, também estão ligados a alterações na microbiota intestinal, aumento do desejo por açúcar e distúrbios digestivos.

Consumo elevado e hábitos pouco saudáveis

Dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) mostram que 63% dos jovens e 49% dos adultos consomem bebidas adoçadas diariamente. O órgão aponta ainda que pessoas com hábitos menos saudáveis — como sedentarismo, privação de sono, tabagismo e alimentação baseada em fast food — tendem a consumir mais refrigerantes, potencializando os riscos à saúde física e mental.

Pedro Silvini

Pedro Silvini

Jornalista em formação pela Universidade de Taubaté (UNITAU), colunista de conteúdo social e opinativo. Apaixonado por cinema, música, literatura e cultura regional.

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