O pagamento do PIS/Pasep 2026, relativo ao ano-base 2024, está gerando frustração para muitos trabalhadores no Brasil. Cerca de 30% dos beneficiários enfrentam dificuldades no recebimento do benefício devido a dois motivos: inconsistências de dados e mudanças nas regras de cálculo do limite de renda.
Em 2026, o PIS é calculado com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 2024. Para ser elegível ao benefício, o trabalhador deve ter uma média salarial mensal de até R$ 2.766. Caso bônus e comissões elevem essa média, o pagamento poderá ser bloqueado automaticamente.
Além disso, falhas administrativas, como erros no registro de dados no eSocial ou a omissão de vínculos empregatícios, contribuem para a retenção do benefício.
Identificação e correção de problemas no pagamento
Para identificar a causa de um bloqueio no pagamento, os trabalhadores podem usar a Carteira de Trabalho Digital, que oferece um diagnóstico do problema.
Se o erro for da empresa, como omissão de dados ou informações salariais incorretas, é necessário que o trabalhador peça ao setor de recursos humanos para corrigir as informações no sistema eSocial. Esta correção é essencial para a liberação do abono.
Orientações para regularizar a situação
Caso as correções não resultem na liberação do pagamento, os trabalhadores devem buscar suporte oficial. Contatos podem ser feitos através do Alô Trabalho, pelo telefone 158, ou através do Portal Gov.br, onde podem ser registradas manifestações.
O Ministério do Trabalho analisa casos específicos para assegurar que os direitos dos trabalhadores sejam respeitados.
Calendário e valores do PIS para 2026
Os depósitos do PIS/Pasep começam em 16 de fevereiro e prosseguem até 15 de agosto, seguindo o mês de nascimento do trabalhador. O valor do benefício é proporcional aos meses trabalhados em 2024, variando de R$ 136 para um mês a R$ 1.621 para doze meses de trabalho.
Aqueles que não realizarem o saque até 30 de dezembro de 2026 verão o valor ser devolvido aos cofres públicos.




