Um caso de devolução de R$ 200 mil via Pix ganhou destaque em Goiânia. Leandro Pinheiro Silva, estudante de 25 anos, recebeu o valor por engano após um empresário se confundir com o DDD durante uma transferência. O montante, destinado à compra de gado, parou na conta inativa de Leandro neste mês de janeiro.
Ao perceber o depósito, a conta de Leandro foi bloqueada pelo banco devido ao valor elevado. O estudante precisou acionar o banco para liberar o saldo e devolver a quantia ao remetente. A devolução ocorreu após o empresário contatar Leandro e explicar o erro.

Leandro atribui sua atitude ao legado de integridade familiar. Cresceu em uma zona rural e afirma que os princípios de honestidade sempre foram enaltecidos por seus pais. Após devolver os R$ 200 mil, o empresário agradecido ofereceu a Leandro uma gratificação de R$ 1 mil, mesmo que a restituição de valores indevidos não exija recompensa.
Procedimento seguro para Pix incorretos
Com o uso crescente do Pix, erros como esse se tornaram mais comuns. Para evitar fraudes, a devolução de um Pix recebido por engano deve ser efetuada pelo aplicativo bancário, usando as funções designadas. Essa prática previne que golpistas instruam a vítima a enviar dinheiro para contas suspeitas.
Não devolver um Pix indevido pode ser considerado apropriação indébita, conforme o Código Penal. Em Mato Grosso, uma mulher foi multada por reter uma quantia indevida. Além de devolver o montante, quem não o fizer pode enfrentar ações judiciais por danos morais.
Em 2026, a questão da devolução segura de valores indevidos segue sendo um tema em destaque, destacando a importância da ética nas finanças e os riscos legais potencialmente enfrentados por aqueles que não respeitam essas normas.




