Os Estados Unidos voltaram a atacar o Pix, método de pagamento queridinho dos brasileiros. Isso foi quase dez meses depois do governo Trump chegar ao ponto de abrir uma investigação comercial contra o sistema. Um relatório do governo estadunidense do dia 31 de março menciona o Pix em uma lista do que eles consideram “barreiras comerciais” de mais de 60 países contra empresas estadunidenses.
O relatório foi produzido pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (Office of the United States Trade Representative, USTR), a mesma agência que abriu a investigação contra o Pix em julho do ano passado. “Partes interessadas dos EUA expressaram preocupação com o fato de o Banco Central do Brasil conceder tratamento preferencial ao Pix, o que prejudica os fornecedores de serviços de pagamento eletrônico dos EUA”, afirma trecho do relatório, de acordo com o g1.
Em resumo: os Estados Unidos ficam irritados que temos o nosso próprio serviço de pagamento ao invés de ficarmos dependentes apenas de serviços vindo de fora. Mas eles podem fazer algo de concreto contra o Pix?
Os Estados Unidos podem atingir o Pix?
Consultados pelo g1, especialistas em comércio exterior e regulação econômica afirmam que o país não têm jurisdição para agir contra o Pix, mas que existem ferramentas comerciais que ele pode implementar para tentar pressionar pelo fim do sistema. Essas ferramentas incluem suspensão de benefícios e acordos, restrição de importações de produtos e serviços ou imposição de tarifas. Em teoria, os Estados Unidos poderia fazer um “tarifaço 2.0” para tentar pressionar o governo brasileiro a acabar com o Pix.
Lembrando que o relatório mencionado não fala apenas do Pix brasileiro, mas de outras “práticas desleais” de outros países.
O governo brasileiro já chegou a se pronunciar sobre as críticas. Em entrevista da semana passada, o presidente Lula prometeu que “ninguém vai fazer a gente mudar o Pix” e que “o Pix é do Brasil”.




