Atire a primeira pedra quem nunca terminou o almoço e começou a vasculhar os armários e a geladeira atrás de um docinho (e não, uma fruta não resolve!). Esse desejo por sobremesas depois das refeições é algo comum entre muitas pessoas e um estudo feito na Alemanha e publicado no ano passado explica por que ele existe.
O que explica a vontade de comer um docinho depois do almoço?
De acordo com a CNN Brasil, o estudo em questão foi publicado na revista Science. Realizado por pesquisadores do Instituto Max Planck de Biologia do Envelhecimento, o trabalho, inicialmente realizado com camundongos, mostrou que, mesmo quando os animais já estavam saciados, um grupo de células nervosas chamadas neurônios POMC são os responsáveis pelo apetite por docinhos.
Quando os ratos comiam doce, essas células liberavam endorfina, gerando uma sensação de recompensa e bem-estar. Quando os pesquisadores bloquearam essa via, os animais não foram atrás do açúcar.
Depois, os pesquisadores foram testar voluntários humanos, que receberam uma solução de açúcar por meio de um tubo. Eles descobriram que a mesma região do cérebro, que está cheia de receptores de opioides naturais, reagiu ao doce da mesma forma que com os camundongos.
“De uma perspectiva evolucionária, isso faz sentido: o açúcar é raro na natureza, mas fornece energia rápida. O cérebro é programado para controlar a ingestão de açúcar sempre que estiver disponível”, explicou Henning Fenselau, líder do grupo de pesquisa no Instituto Max Planck para Pesquisa de Metabolismo e chefe do estudo, em comunicado à imprensa.
Segundo os pesquisadores, essas descobertas podem ajudar a criar novos tratamentos para a obesidade.



