Assim como tantos outros países da Europa, Portugal passa por dificuldades por causa do envelhecimento da sua população ao mesmo tempo em que as taxas de natalidade continuam caindo. O resultado? Menos pessoas em idade de trabalhar no país. Neste contexto, a imigração passa a ser um pilar essencial para sustentar o país, revelam dados recentes.
De acordo com o R7, informações baseadas em estatísticas do Instituto Nacional de Estatística (INE), da Segurança Social e da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) apontam que os trabalhadores estrangeiros já são essenciais para equilibrar as contas públicas de Portugal, mais especificamente, o sistema previdenciário do país.
Projeções indicam que, até 2030, Portugal vai precisa de até 1,3 milhão de novos trabalhadores para manter a previdência e a sua economia funcionando. Atualmente, segundo o R7, o país europeu conta com cerca de 1,7 trabalhador por pensionista, um índice consideravelmente abaixo dos 2,5 considerados ideais para manter o sistema previdenciário em equilíbrio.
Segundo os dados do INE e do AIMA, o número de estrangeiros registrados na Segurança Social já passa dos um milhão de trabalhadores. Ou seja, pensando nesses números, a imigração pode ser tratada como uma estratégia de longo prazo para sustentar a economia portuguesa e amenizar os efeitos da inversão da pirâmide etária do país.
Brasil pode enfrentar o mesmo problema que Portugal no futuro
O Brasil também está passando pelo processo da inversão da pirâmide etária e pode sofrer com falta de trabalhadores em um futuro não muito distante. De acordo com Censo Demográfico de 2022, o número de pessoas com 65 anos ou mais de idade cresceu 57,4% em 12 anos.




