Na contínua busca por formas de vida do nosso planeta, um dos locais que era visto como mais promissores por cientistas era Europa, uma das luas de Júpiter, planeta do nosso Sistema Solar (ele é o quinto e a Terra, o terceiro). Mas uma pesquisa publicada na última terça-feira (6) colocou esse potencial em xeque.

Lua de Júpiter era vista como local promissor para vida extraterrestre
A lua Europa é coberta por uma camada de gelo, mas tem um oceano escondido por baixo dela e é esse oceano que é visto por cientistas como um local promissor para a existência de vida extraterrestre. Mas o estudo publicado recentemente na revista Nature Communications coloca isso em dúvida.
Segundo a Folha de São Paulo, o estudo avaliou o potencial desse oceano para atividades tectônica e vulcânica. Na Terra, são esses atividades que facilitam interações entre rochas e água do mar, criando nutrientes e energia química essenciais para o surgimento da vida do nosso planeta. Porém, depois de modelarem as condições dessa lua de Júpiter, os pesquisadores concluíram que o fundo rochoso oceânico do satélite provavelmente é “mecanicamente forte demais” para permitir essas atividades, explica a Folha.
“Com base em nossas descobertas, o fundo do mar provavelmente não conteria grandes formações tectônicas, como longas cordilheiras ou profundas depressões. Provavelmente não haveria vulcões submarinos ou montes submarinos, e não teríamos nenhuma atividade hidrotermal. Dito isso, espero ser corrigido um dia”, declarou o geólogo e coautor do estudo Christian Klimczak, da Universidade da Geórgia (EUA).
Os pesquisadores consideraram fatores como o tamanho da lua Europa, a composição do seu núcleo rochoso e as forças gravitacionais exercidas pelo planeta que ela orbita, Júpiter, o maior do nosso Sistema Solar.




