Com a intensificação do conflito geopolítico no Oriente Médio entre Estados Unidos, Israel e Irã, a alta no preço do petróleo pode ser sentida no Brasil. Ataques contra o Irã resultaram em um aumento significativo no valor do barril de petróleo tipo Brent, impactando diretamente os preços de combustíveis como gasolina e diesel.
No Brasil, essa elevação chega a provocar uma defasagem de 23% no diesel e 17% na gasolina nas refinarias da Petrobras.
Consequências na fixação de preços
A última alteração nos preços pela Petrobras ocorreu em janeiro de 2026, ajustando para baixo os valores. Contudo, a disparidade face ao mercado global e a dependência brasileira de combustíveis importados sugerem potenciais aumentos futuros.
O Brasil, com aproximadamente 30% de importação da demanda de diesel e 10% de gasolina, é particularmente vulnerável a variações internacionais.
Com essa dependência, os ajustes nos valores praticados nas refinarias pressionam diretamente os consumidores finais. Essa situação é resultado da necessidade de equilibrar a defasagem causada pelo mercado internacional.
Reflexos na economia do Brasil
Os aumentos no custo dos combustíveis afetam amplas áreas da economia brasileira. O encarecimento da gasolina e do diesel eleva as despesas de transporte e frete, impactando a cadeia produtiva. Desde o transporte público até o custo de bens de consumo, há risco de uma espiral inflacionária em desenvolvimento.
Além disso, a oscilação nos preços do petróleo e na taxa de câmbio afetam a balança comercial do Brasil. Isso, por sua vez, repercute na inflação e nas taxas de juros, fatores críticos da economia nacional.
Em um cenário global incerto, o impacto no Brasil depende dos desdobramentos dos conflitos no Oriente Médio e das reações dos mercados internacionais. Atualmente, o preço do barril de petróleo flutua entre 75 e 85 dólares, ainda abaixo do ponto crítico de 100 dólares.




