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Projeto de lei bastante avançado ameaça tirar corredores das ruas

Por Pedro Silvini
28/08/2025
Em Geral
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corrida lei

(Reprodução/IStock)

A Câmara Municipal de Porto Alegre discute um projeto de lei que pode mudar o cenário das corridas de rua na capital gaúcha. A proposta, de autoria do vereador Moisés Barboza (PSDB), prevê que todo participante de provas com percurso superior a três quilômetros apresente um atestado médico de aptidão física válido por até 12 meses. O texto está em tramitação avançada e divide opiniões entre a comunidade médica e os organizadores de eventos esportivos.

Se aprovado, o atestado poderá ser entregue fisicamente no ato da inscrição ou em formato digital, nos casos online, cabendo ao organizador validar a autenticidade. Ficam dispensados da exigência apenas eventos recreativos, sem caráter competitivo, com distância inferior a 3 km. Também estão liberados os atletas que já tenham apresentado o documento em outra prova do mesmo organizador, desde que ainda dentro do prazo de validade.

O autor do projeto defende a medida como forma de prevenir mortes súbitas durante competições. O caso recente do estudante João Gabriel Hofstatter de Lamare, 20 anos, que faleceu na 40ª Maratona Internacional de Porto Alegre, é citado como motivação. “Queremos encontrar um padrão que não inviabilize as corridas, mas que também gere proteção e conscientização à questão”, afirmou Barboza.

Críticas e preocupações

Organizadores de eventos alertam que a medida pode afastar participantes, sobretudo de baixa renda. O presidente da Associação Brasileira de Organizadores de Corrida de Rua e Esportes Outdoor (Abraceo), Guilherme Celso, argumenta que “o sedentarismo e a obesidade matam muito mais do que as corridas”. Ele também questiona a logística de validar milhares de documentos em cada evento.

Já representantes da comunidade médica apoiam a iniciativa. O presidente da Sociedade Gaúcha de Medicina do Exercício e do Esporte, Márcio Dornelles, destaca que avaliações prévias podem detectar problemas cardíacos silenciosos e salvar vidas.

Próximos passos

O projeto ainda precisa passar pelas comissões da Câmara e ser votado em plenário. Em caso de aprovação, organizadores que descumprirem a exigência estarão sujeitos a multa de R$ 900 e até suspensão do alvará por dois anos em caso de reincidência.

Entre o incentivo à saúde pública e o risco de criar barreiras para a prática esportiva, a discussão promete mobilizar corredores, médicos e autoridades nos próximos meses.

Pedro Silvini

Pedro Silvini

Jornalista em formação pela Universidade de Taubaté (UNITAU), colunista de conteúdo social e opinativo. Apaixonado por cinema, música, literatura e cultura regional.

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