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Pulmão da Terra não é mais a Amazônia: pesquisadores revelam a nova origem do ar

Por Pedro Silvini
25/01/2026
Em Geral
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amazônia

(Reprodução/Pixabay)

Durante décadas, a Amazônia foi ensinada nas escolas como o “pulmão da Terra”, símbolo máximo da produção de oxigênio no planeta. No entanto, pesquisas científicas mais recentes mostram que essa definição, embora popular, não é precisa do ponto de vista científico. Segundo especialistas, o ecossistema que mais contribui para o oxigênio disponível na atmosfera não é terrestre, mas marinho: os oceanos, especialmente por meio dos fitoplânctons.

A floresta amazônica continua sendo fundamental para o equilíbrio ambiental global, mas sua principal contribuição não está na produção líquida de oxigênio, e sim na regulação do clima, do ciclo da água e do carbono.

A ideia de que a Amazônia seria o pulmão do planeta surgiu a partir do processo de fotossíntese, no qual plantas absorvem dióxido de carbono (CO₂) e liberam oxigênio (O₂). De fato, a floresta produz grandes quantidades desse gás essencial à vida.

O problema, segundo os pesquisadores, é o balanço final. Quase todo o oxigênio produzido pelas árvores amazônicas é rapidamente consumido pela própria floresta — por plantas, fungos, microrganismos e pelo processo de decomposição da matéria orgânica. Com isso, o ganho líquido de oxigênio para a atmosfera é próximo de zero.

Ou seja, a Amazônia produz oxigênio, mas também o consome praticamente na mesma proporção.

Rio Amazônia

O verdadeiro “pulmão” está nos oceanos

De acordo com estudos publicados em revistas científicas como a Science Advances, entre 60% e 80% do oxigênio da atmosfera terrestre é produzido pelos fitoplânctons. Esses organismos microscópicos — formados por algas e cianobactérias — vivem na superfície dos oceanos e realizam fotossíntese de forma contínua.

Distribuídos por quase todos os mares do planeta, os fitoplânctons:

  • Produzem mais da metade do oxigênio atmosférico;
  • Formam a base das cadeias alimentares marinhas;
  • Contribuem diretamente para o equilíbrio ecológico global.

Por estarem espalhados em larga escala pelos oceanos, o oxigênio gerado por esses microrganismos é efetivamente liberado e mantido na atmosfera.

A importância da Amazônia continua vital

Embora não seja o principal “pulmão” do planeta, a Amazônia segue desempenhando funções essenciais. A floresta atua como um dos maiores reguladores do clima global, influencia diretamente o regime de chuvas da América do Sul e é peça-chave no ciclo do carbono, ao absorver grandes volumes de CO₂ da atmosfera.

Além disso, abriga a maior biodiversidade terrestre do mundo, sendo fundamental para a estabilidade ambiental e climática do planeta.

Pedro Silvini

Pedro Silvini

Jornalista em formação pela Universidade de Taubaté (UNITAU), colunista de conteúdo social e opinativo. Apaixonado por cinema, música, literatura e cultura regional.

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