O mercado de trabalho para babás e cuidadores de idosos continua aquecido em 2025, refletindo tanto a necessidade das famílias com crianças pequenas quanto o envelhecimento acelerado da população brasileira. Em setembro, os salários médios para esses profissionais variam de acordo com a função, a localidade e a experiência, mas seguem faixas estabelecidas por pisos e tetos salariais.
Segundo dados atualizados, a remuneração de uma babá no Brasil pode variar entre R$ 1.775,03 e R$ 2.769,13. A variação depende de fatores como responsabilidades desempenhadas, formação, experiência e até a política de cargos da família ou empresa contratante.
Mais do que apenas acompanhar as crianças, a função exige cuidado integral e apoio ao desenvolvimento. Isso inclui preparar refeições nutritivas, supervisionar atividades escolares e recreativas, incentivar hábitos saudáveis e manter uma comunicação constante com os pais. Em muitos casos, a rotina também abrange levar os pequenos a atividades extracurriculares e lidar com situações de emergência, o que exige preparo e flexibilidade de horários.
Quanto ganha um cuidador de idosos
Com o envelhecimento da população, cresce também a procura por cuidadores domiciliares. O Brasil já soma 32,1 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, segundo o IBGE, e a projeção é que, até 2070, esse grupo represente quase 40% da população.
O cuidador de idosos atua no apoio às tarefas básicas do dia a dia — como higiene pessoal, alimentação, supervisão de medicamentos e companhia — mas não é um profissional de saúde regulamentado. Diferente do técnico de enfermagem, que tem registro no Conselho Regional de Enfermagem (COREN), o cuidador não pode realizar procedimentos clínicos ou administrar medicamentos injetáveis.
Os salários variam amplamente conforme a região e a carga horária, mas, em média, ficam próximos ao piso praticado para babás, girando em torno de R$ 1.800 a R$ 2.500 mensais.
Demanda crescente
Especialistas apontam que a busca por cuidadores tende a crescer de forma significativa nos próximos anos, tanto por questões demográficas quanto pela dificuldade de muitas famílias em conciliar a rotina com os cuidados que idosos e crianças exigem.
Para os profissionais, isso significa mais oportunidades de trabalho, mas também a necessidade de qualificação contínua em áreas como primeiros socorros, psicologia infantil e geriatria.




