A aprovação do Projeto de Lei nº 15.153/2025 trouxe uma mudança significativa em 2026: candidatos à primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH) nas categorias A e B agora precisam realizar um exame toxicológico obrigatório.
Realizado em laboratórios credenciados, esse exame verifica a presença de substâncias psicoativas consumidas nos últimos meses.
O exame é conduzido geralmente em laboratórios especializados, por meio de amostras de cabelo, pelos ou unhas dos candidatos. Com uma janela de detecção de até 180 dias, essas amostras revelam o uso de substâncias psicoativas, apontando eventuais riscos à segurança no trânsito.
Drogas mais detectadas no exame toxicológico
No exame, drogas como anfetaminas e seus derivados, tais como ecstasy, destacam-se. Canabinoides, incluindo maconha e skunk, também são frequentes.
Além disso, opiáceos como morfina e heroína, e cocaína, de maneira geral, estão entre as substâncias mais detectadas.
Essas drogas são identificadas devido ao elevado tempo que seus metabólitos permanecem no corpo humano. O método de detecção através de amostras biológicas garante ampla cobertura, permitindo que mesmo os usuários ocasionais sejam identificados.
É importante ressaltar que o álcool não é considerado como droga possível de impedir a aquisição da CNH. Portanto, o uso de bebidas alcoólicas não impede a emissão do documento em nenhum momento.
Como funciona o processo do exame
O processo inicia-se com o agendamento em um laboratório credenciado. Após a coleta de uma amostra biológica, os testes são realizados e um laudo é emitido. Esse laudo é crucial para definir a elegibilidade do candidato à obtenção da CNH.




