Recentemente, rumores indicaram que a Receita Federal teria emitido um alerta sobre o uso de cartões de crédito no Brasil. No entanto, a Receita desmentiu essa informação, afirmando que nenhuma comunicação desse tipo foi feita, seja por canais digitais ou diretamente aos cidadãos.
Em 2025, houve uma mudança significativa nas regras do e-Financeira, o sistema atualmente utilizado para monitorar dados financeiros, incluindo os das administradoras de cartões de crédito.
Transição do sistema Decred para o e-Financeira
Desde 2003, a Receita Federal recebia informações sobre operações com cartões de crédito através da Declaração de Operações com Cartões de Crédito (Decred). Este sistema foi descontinuado em 2025, sendo substituído pelo e-Financeira, criado em 2015.
Essa alteração visa melhorar a transparência e o combate à sonegação fiscal ao unificar a coleta de dados de diversas instituições financeiras.
O e-Financeira permite que a Receita cruze informações financeiras para identificar inconsistências. O objetivo é verificar se existe correspondência entre a renda declarada pelos contribuintes e suas movimentações financeiras. A mudança no sistema não altera o fato de que a Receita já monitora transações financeiras há décadas.
Impacto da fiscalização na era digital
Com a digitalização dos meios de pagamento, o uso de cartões de crédito se tornou central na fiscalização fiscal. Apesar de a Receita Federal não monitorar compras individuais, o volume de transações é monitorado.
Gastos que não correspondem à renda podem desencadear uma análise fiscal detalhada, pois o objetivo é combater a evasão fiscal.
Emprestar o cartão a terceiros pode resultar em complicações fiscais. Todas as despesas são atribuídas ao titular do CPF, e movimentações que excedem a renda declarada precisam ser justificadas com documentação. A falta dessa comprovação pode ser interpretada como renda não declarada, o que gera cobrança de impostos retroativos, multas e juros.
Recomendação para contribuintes e empreendedores
Para evitar problemas com a Receita, é recomendado que os contribuintes evitem emprestar seus cartões de crédito. Se o fizerem, é necessário garantir que os reembolsos estejam devidamente documentados, preferencialmente por meio de métodos rastreáveis, como o PIX.
A Receita avalia discrepâncias entre os gastos realizados no cartão e o que foi declarado fiscalmente.
Empreendedores e trabalhadores autônomos devem prestar atenção para não misturar despesas pessoais com comerciais, pois isso aumenta o risco de fiscalização. Separar as finanças pessoais das empresariais e formalizar as atividades são medidas cruciais para evitar problemas fiscais.



