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“Remédio indígena” passará a ser entregue pelo SUS em 2026

Por Alan da Silva
07/02/2026
Em Geral
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Foto ilustrativa: stefamerpik/Freepik

Foto ilustrativa: stefamerpik/Freepik

A planta Phyllanthus niruri, conhecida como quebra-pedra, está em vias de se tornar o primeiro fitoterápico industrializado incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS) do Brasil.

Este desenvolvimento, liderado por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, visa combater os cálculos renais, que afetam milhares de brasileiros anualmente. Espera-se que o fitoterápico esteja disponível a partir do segundo semestre de 2026.

Os cálculos renais geram necessidade de tratamentos dispendiosos e complexos, sobrecarregando o sistema de saúde pública. Com a inclusão do quebra-pedra na lista de medicamentos do SUS, a expectativa é reduzir essa carga ao facilitar a prevenção dessa condição médica, aliviando, assim, a pressão sobre os serviços de saúde.

Quebra-pedra

O quebra-pedra vem sendo usado há séculos na medicina popular para problemas urinários. Estudos indicam que ele pode ajudar na prevenção de novos cálculos renais, interferindo na formação e agregação dos cristais que formam as pedras.

Além disso, pode auxiliar na eliminação de fragmentos pós-litotripsia, um procedimento que utiliza ondas de choque para quebrar cálculos maiores. Embora seu nome sugira que dissolve pedras, o principal efeito do quebra-pedra está na prevenção.

Integração no SUS

A incorporação do quebra-pedra ao sistema de saúde representa um avanço na valorização dos fitoterápicos. Esta inclusão se baseia no conhecimento tradicional combinado com pesquisa científica moderna.

O uso desse medicamento natural padronizado pode reduzir a frequência de cálculos renais e, desse modo, diminuir internações e procedimentos médicos complexos. Ele surge como uma opção acessível e eficiente, que pode melhorar a qualidade de vida de muitos pacientes.

Apesar dos benefícios, é fundamental que o uso do quebra-pedra seja orientado por profissionais de saúde. Doses inadequadas podem provocar efeitos adversos, como diarreia e hipotensão. Além disso, a interação com outros medicamentos, como diuréticos e remédios para diabetes, deve ser cuidadosamente considerada.

Alan da Silva

Alan da Silva

Jornalista e revisor.

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