O influenciador fitness Renato Cariani afirmou que comer menos pode estar diretamente ligado a uma vida mais longa e saudável. Com mais de 7 milhões de seguidores no Instagram e 6,5 milhões de inscritos no YouTube, o atleta e empresário defende que o excesso alimentar cobra um preço que vai além da estética.
“Quem come o tempo todo e sempre até ficar cheio paga um preço. Não é só no espelho. É no corpo inteiro”, afirma Cariani, que também atua como personal trainer de celebridades como Danilo Gentili e MC Daniell.
Segundo ele, estratégias como o jejum controlado e a redução consciente da ingestão calórica ajudam o organismo a “organizar a casa”, reduzindo inflamações e melhorando a relação com a comida.
O que dizem os estudos sobre comer menos
A fala do influenciador encontra respaldo parcial na ciência. Pesquisas internacionais indicam que a restrição calórica — redução controlada da ingestão diária de calorias — pode trazer benefícios além da perda de peso.
Um dos primeiros estudos sobre o tema, realizado em 1935 na Universidade de Cornell, mostrou que ratos submetidos a uma dieta com menos calorias viveram cerca de 30% mais do que aqueles alimentados normalmente.
Desde então, experimentos em diferentes espécies reforçaram a hipótese de que limitar calorias pode retardar processos ligados ao envelhecimento.
Evidências em humanos
Em humanos, os resultados são mais complexos, mas apontam tendências semelhantes.
Um grupo acompanhado pela Calorie Restriction Society consumiu cerca de 1.800 calorias por dia durante 15 anos, aproximadamente 30% menos do que a média ocidental. Os participantes apresentaram:
- Redução de colesterol e triglicerídeos;
- Pressão arterial mais baixa;
- Melhor controle da glicose;
- Menor inflamação corporal;
- Índice de Massa Corporal (IMC) dentro da faixa saudável.
Outro estudo conduzido pelo National Institute of Aging analisou adultos saudáveis que reduziram a ingestão calórica. Mesmo com redução média de apenas 12% — abaixo dos 25% previstos inicialmente — houve melhora significativa em indicadores cardiometabólicos, incluindo colesterol LDL, pressão arterial e sensibilidade à insulina.
Os participantes também relataram melhorias no humor, sono e qualidade de vida.




