O ex-jogador Robinho, condenado a nove anos de prisão por estupro coletivo na Itália, teve a pena reduzida em 160 dias pela Justiça de São Paulo. A decisão foi publicada nesta quarta-feira (14) e beneficia o ex-atacante, que atualmente cumpre pena no Centro de Ressocialização de Limeira, no interior paulista. Com a redução, a previsão é de que ele deixe a prisão antes do prazo inicialmente estabelecido, no fim de 2032.
Na decisão oficial, o magistrado responsável reconheceu o direito à remição da pena, conforme prevê a legislação penal brasileira.
“Declaro remidos 160 dias de pena do condenado Robson de Souza, recolhido no Centro de Ressocialização de Limeira”, afirma o despacho judicial.
Robinho começou a cumprir a pena em março de 2024 e, sem a redução, só deixaria a prisão em março de 2033. Com o novo abatimento, o tempo total de encarceramento foi recalculado.
A redução foi concedida com base em atividades educacionais e laborais realizadas pelo ex-jogador dentro do sistema prisional. Segundo o advogado Mario Rossi Vale, a decisão segue o que determina a Lei de Execução Penal.
“Ele trabalhou e estudou. Por causa disso, teve direito a essa redução de 160 dias de sua reprimenda”, explicou o defensor em entrevista ao site UOL.
Em novembro de 2025, Robinho já havia obtido outro benefício semelhante, com a redução de 69 dias, após concluir 11 cursos, totalizando 464 horas, além da leitura de cinco livros.
Atividades começaram no presídio de Tremembé
De acordo com a Justiça, parte das atividades que resultaram na remição foi realizada quando Robinho ainda estava detido na Penitenciária Dr. José Augusto Salgado (P2), em Tremembé, conhecida como o “presídio dos famosos”. A remição havia sido concedida parcialmente em outubro do ano passado, antes da transferência para Limeira.
O pedido mais recente de atualização da pena foi protocolado pela defesa no dia 7 de janeiro e acolhido nesta semana.
Relembre o caso
Robinho foi condenado pela Justiça italiana por participação em um estupro coletivo cometido em 2013, em uma boate de Milão, contra uma mulher albanesa. À época, ele atuava pelo Milan. Após anos de investigação e recursos, a condenação foi confirmada em terceira instância em 2022.
Como o Brasil não extradita seus cidadãos, Robinho não foi preso imediatamente. A sentença italiana foi posteriormente homologada no Brasil, permitindo o cumprimento da pena em território nacional, iniciado em março de 2024.




