O cérebro humano guarda mistérios sobre como armazena e descarta memórias. Quem contribui para desvendar esse processo são cientistas que analisam as capacidades neurológicas. Novas pesquisas trouxeram informações valiosas sobre como o cérebro escolhe quais experiências se tornam lembranças duradouras.
Esses estudos foram realizados em diversos laboratórios ao redor do mundo, buscando entender por que certas memórias permanecem e outras desaparecem.
Diariamente, o cérebro é inundado por estímulos. Ele utiliza critérios específicos para selecionar que memórias preservar, combinando fatores biológicos e psicológicos. Emoções, atenção, qualidade do sono e níveis de estresse são elementos cruciais na determinação das memórias a serem guardadas.
O impacto das emoções e da atenção na memória
Emoções poderosas, como medo ou alegria, têm maior probabilidade de serem lembradas. Isso ocorre porque a amígdala, parte do sistema límbico, intensifica a consolidação dessas memórias.
Quando estamos completamente focados em uma experiência, o cérebro organiza melhor a informação, solidificando a lembrança.
Por outro lado, distrações podem resultar em memórias menos precisas. Multitarefas ou excesso de estímulos podem dificultar a consolidação das informações, levando a memórias que se dissipam rapidamente.
Papel do sono
Durante o sono, o cérebro realiza um trabalho essencial na consolidação das memórias. Diferentes fases do sono colaboram para preservar memórias antigas e integrar novas.
Quando as pupilas estão dilatadas, o cérebro foca na preservação das memórias antigas. Já quando contraídas, novas memórias são incorporadas.
Pesquisas mostram que esse processo de alternância evita interferências entre memórias antigas e recentes, permitindo ao cérebro integrar novas informações sem comprometer o que já foi aprendido.



