A gigante chinesa Shein é um sucesso não apenas no Brasil, mas no mundo inteiro, mas isso não significa que todos os planos da empresa vão dar certo. A empresa pretendia transformar o Brasil em um centro de produção dentro da América Latina, investindo cerca de US$ 150 milhões e gerando 100 mil empregos, mas parece que esse plano não vai para frente.
De acordo com o site Xataka, o plano, anunciado pela empresa em 2023, previa parcerias com 2 mil fábricas brasileiras. Segundo a agência Reuters, até o fim do primeiro ano, apenas 336 unidades tinham firmado os tais acordos.
A própria Shein reconheceu que esse plano acabou não saindo de acordo com o esperado. Em um comunicado, a empresa chinesa explicou que o plano de criar um centro de produção no Brasil ainda “precisa de tempo para amadurecer” e que as diferenças na infraestrutura entre o nosso país e países asiáticos tornaram esse avanço “mais lento e desafiador”.
O que as empresas brasileiras dizem sobre plano da Shein
As fabricantes brasileiras explicaram que as exigências da Shein tornaram a parceria inviável, já que a empresa chinesa estava pedindo prazos muito curtos para a estrutura de produção do país, além de redução de até 30% nos preços.
“Trabalhar no Brasil é diferente de trabalhar na China. O Brasil tem marcos regulatórios e normas muito diferentes”, explica Fernando Pimentel, diretor da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) ao Xataka. “Lamento que não tenha dado certo.”
Ainda assim, o Brasil continua sendo o segundo maior mercado da Shein, perdendo apenas para os Estados Unidos.




