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Sul esconde uma praia paradisíaca que é considerada o “Caribe Brasileiro”

Por Pedro Silvini
16/01/2026
Em Geral
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praia do campeche caribe

(Reprodução/TripAdvisor)

Com mar azul-turquesa, areia clara e cenário que lembra destinos internacionais, a Praia do Campeche, no Sul do Brasil, ganhou fama de “Caribe Brasileiro”. Localizada em frente à Ilha do Campeche, em Florianópolis (SC), a praia atrai turistas do país inteiro, mas quem pretende passar um dia típico de verão no local precisa se preparar: os preços praticados na faixa de areia estão entre os mais altos da capital.

Conhecida pelas boas ondas para o surfe e pela proximidade com a chamada “Ilha do Campeche”, apelidada de Caribe catarinense, a praia combina beleza natural com infraestrutura voltada ao turismo. No entanto, esse conjunto tem impacto direto no bolso do visitante.

Levantamento do NSC Total mostra que os gastos para um único dia na Praia do Campeche podem chegar a R$ 588, considerando alimentação, bebidas, aluguel de equipamentos e estacionamento. Por isso, muitos frequentadores optam por levar itens de casa.

A reportagem do NSC Total esteve no local nesta quinta-feira (15) e apurou os valores dos produtos mais consumidos pelos banhistas. Confira alguns preços praticados na alta temporada:

  • Cadeira: R$ 30
  • Guarda-sol pequeno: R$ 50
  • Guarda-sol grande: R$ 70
  • Água: R$ 6
  • Refrigerante: R$ 10
  • Cerveja lata: R$ 10
  • Cerveja long neck: R$ 18
  • Caipirinha: R$ 35
  • Água de coco: R$ 20
  • Milho cozido: R$ 15
  • Batata-frita: R$ 45
  • Camarão à milanesa: R$ 130
  • Choripan: R$ 30
  • Pastel: R$ 20
  • Isca de peixe: R$ 99,90
  • Estacionamento: entre R$ 50 e R$ 60

Controle de acesso reduz superlotação

Além da Praia do Campeche, a Ilha do Campeche também passou por mudanças importantes na gestão turística. Nesta temporada de verão, o limite diário de 800 visitantes foi ultrapassado em apenas quatro dias até o domingo (11), um número considerado baixo em comparação ao ano anterior.

Segundo dados do Instituto Ilha do Campeche, na temporada passada o limite foi desrespeitado em 10 ocasiões, com pico de 1.883 visitantes em um único dia. Já em 2026, o maior movimento registrado foi de 852 pessoas, resultado avaliado como um avanço significativo no controle do fluxo turístico.

Tecnologia e gestão compartilhada

A Justiça Federal classificou os resultados como um “sucesso histórico”. Em reunião realizada na segunda-feira (12), o Cejuscon/SC discutiu novas estratégias de gestão e proteção da ilha.

Para o juiz coordenador Leonardo Müller Trainini, o modelo adotado é essencial para a preservação do local.
“O sucesso no controle de visitantes se deve ao esforço conjunto de todos os órgãos e representantes que compõem o nosso Grupo de Trabalho, um esforço coletivo construído há quase dois anos”, destacou.

Um dos pilares da estratégia é a implantação de videomonitoramento com inteligência artificial. As câmeras fazem contagem automática de visitantes e reconhecimento facial, permitindo controle em tempo real, além de auxiliar na identificação de embarcações pela Capitania dos Portos.

Pedro Silvini

Pedro Silvini

Jornalista em formação pela Universidade de Taubaté (UNITAU), colunista de conteúdo social e opinativo. Apaixonado por cinema, música, literatura e cultura regional.

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