A morte do médico Miguel Abdalla Neto, de 76 anos, tio materno de Suzane von Richthofen, abriu uma nova disputa envolvendo um patrimônio estimado em cerca de R$ 5 milhões e reacendeu a atenção pública sobre o caso que marcou o país. Sem herdeiros diretos aparentes, o destino da herança ainda é incerto e depende de apuração policial e definição judicial.
Miguel Abdalla Neto foi encontrado morto em sua residência, no bairro do Campo Belo, zona sul de São Paulo. Solteiro, sem filhos, pais ou irmãos vivos, o médico deixou um conjunto de bens composto por uma casa e um apartamento no Campo Belo, além de um sítio no litoral paulista. A soma dos imóveis leva a uma estimativa patrimonial em torno de R$ 5 milhões.
Em tese, os sobrinhos Suzane e Andreas von Richthofen seriam os únicos parentes consanguíneos vivos e, portanto, possíveis herdeiros. No entanto, o cenário se complicou após a manifestação de Sílvia Magnani, prima de primeiro grau do médico e ex-companheira dele, que também reivindica vínculo familiar. A polícia solicitou a ela documentos que comprovem formalmente o grau de parentesco.
Tentativa de liberação do corpo gerou impasse
No sábado (10), Suzane compareceu ao 27º Distrito Policial, no Campo Belo, para tentar assumir a liberação do corpo do tio. Segundo informações do portal Metrópoles, ela se apresentou como Suzane Louise Magnani Muniz — nome adotado após o casamento com o médico Felipe Zecchini Muniz — e alegou ser a parente consanguínea mais próxima.
A tentativa, porém, não prosperou. Os policiais informaram que os trâmites já haviam sido iniciados pela prima do médico, o que gerou um impasse momentâneo e atrasou os procedimentos. A movimentação se estendeu ao Instituto Médico Legal (IML), mas o protocolo seguiu sob responsabilidade da prima.
Suzane cumpre pena em liberdade
Condenada em 2006 a 39 anos e seis meses de prisão pelo assassinato dos pais, Manfred e Marísia von Richthofen, Suzane atualmente cumpre pena em liberdade. O crime ocorreu em 2002 e contou com a participação de Daniel e Cristian Cravinhos.
À época, Miguel Abdalla Neto teve papel relevante: foi nomeado inventariante dos bens do casal assassinado e tutor legal de Andreas von Richthofen, irmão de Suzane, com quem ela não mantém contato há anos.




