Qual o segredo do emagrecimento? A resposta parece simples, não é mesmo? Comer de forma mais saudável e se exercitar mais. Mas essa orientação básica passou a incomodar a endocrinologista Leigh Perreault, que sentia que essas diretrizes acabavam sendo “genéricas” e não ajudavam todos os seus pacientes. Além de endocrinologista, Perreault também é professora de endocrinologia, metabolismo e diabetes da Faculdade de Medicina da Universidade do Colorado Anschutz.
De acordo com o jornal O Globo, a profissional contou que se incomodava em sempre prescrever vários medicamentos para seus pacientes que combatiam os sintomas – diabetes, pressão arterial, colesterol alto -, mas não a causa por trás deles. “Nenhuma dessas pessoas quer estar usando esses medicamentos, e eu pensei que, se eu conseguisse ajudá-las com o peso, muitos desses problemas de saúde provavelmente desapareceriam”, explicou.
Pensando nisso, Perrault e seus colegas criaram uma nova proposta voltada para ajudar os pacientes no programa de emagrecimento. O PATHWEIGH foi implementado em 56 clínicas de atenção primária do sistema UCHealth, no estado do Colorado, nos EUA.
Resultados publicados na revista Nature Medicine revelam que o programa reduziu o ganho de peso populacional de 0,58 quilo ao longo de 18 meses, além de mudar a tendência geral de ganho contínuo para perda de peso. Além disso, o programa aumentou em 23% a probabilidade de pacientes receberem algum cuidado relacionado ao peso.
Qual a novidade desse programa?
“Se você pensa em medicamentos, cirurgia ou programas para emagrecimento, todos eles são veículos para a perda de peso”, explica Perreault. “Nós construímos uma estrada onde todos esses veículos podem trafegar, de modo que exista de fato um processo para as pessoas receberem cuidado relacionado ao peso, se assim desejarem.”
A ideia por trás do programa é facilitar que pacientes recebam consultas a respeito de perda de peso em clínicas de atenção primária. “Os pacientes recebiam um questionário e, após preenchê-lo, as respostas eram incorporadas diretamente às anotações do profissional de saúde. Assim, as consultas deixavam de gastar tempo com informações básicas e passavam a se concentrar em decisões práticas”, explica O Globo.




