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Tempestade solar brutal fez a Terra ser atingida por radiação de 200 dias em apenas 64 horas

Por Pedro Silvini
15/03/2026
Em Geral
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Sol - NASA

(Reprodução/NASA)

A Terra foi atingida em maio de 2024 pela maior tempestade solar registrada em mais de 20 anos, fenômeno que expôs o planeta a uma quantidade de radiação equivalente a cerca de 200 dias em apenas 64 horas. O evento colocou cientistas em alerta e provocou auroras intensas visíveis em latitudes incomuns, incluindo regiões do México.

A atividade solar extrema também alcançou Marte e permitiu que missões da Agência Espacial Europeia (ESA) registrassem mudanças significativas na atmosfera do planeta vermelho. Os resultados das observações foram detalhados em um estudo revisado por pares publicado em 5 de março de 2026 na revista científica Nature Communications.

Durante a tempestade, as sondas Mars Express e ExoMars Trace Gas Orbiter (TGO) detectaram um aumento expressivo na quantidade de elétrons em duas camadas da atmosfera marciana. A cerca de 110 quilômetros de altitude, o crescimento foi de 45%. Já a aproximadamente 130 quilômetros, o aumento chegou a 278%, o maior já registrado nessa região do planeta.

O aumento da radiação também afetou equipamentos em operação no planeta. Orbitadores registraram falhas temporárias em computadores de bordo, fenômeno comum durante eventos intensos de clima espacial. De acordo com os pesquisadores, os sistemas foram projetados com proteção contra radiação e conseguiram se recuperar rapidamente.

Técnica inédita permitiu observação detalhada

Os dados foram obtidos graças a um alinhamento raro entre as duas espaçonaves e ao uso de uma técnica chamada ocultação por rádio, aplicada em Marte apenas nos últimos cinco anos.

Nesse método, a sonda Mars Express envia um sinal de rádio para o orbitador TGO no momento em que ele desaparece atrás do horizonte do planeta. Ao atravessar as camadas da atmosfera marciana, o sinal sofre refração — ou seja, é desviado — permitindo que cientistas analisem a composição e a densidade de cada camada atmosférica.

As medições foram complementadas por dados da missão MAVEN, da NASA, que confirmou o aumento da densidade de elétrons durante a tempestade solar.

Diferenças entre Terra e Marte

Embora a tempestade tenha atingido ambos os planetas, os efeitos foram distintos. Na Terra, o campo magnético funciona como um escudo natural que desvia grande parte das partículas solares. Parte dessa energia, porém, é canalizada para as regiões polares, produzindo auroras intensas.

Já Marte possui um campo magnético muito mais fraco, o que torna sua atmosfera mais vulnerável às partículas energéticas vindas do Sol.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Pedro Silvini

Pedro Silvini

Jornalista com formação em Mídias Sociais Digitais, colunista de conteúdo social e opinativo. Apaixonado por cinema, música, literatura e cultura regional.

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