Ter um macaco como animal de estimação no Brasil é legal em situações específicas e pode custar menos do que muitos imaginam. No entanto, o processo envolve autorização obrigatória do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), além do cumprimento de uma série de exigências legais e estruturais. Sem a documentação adequada, o tutor pode enfrentar multas, apreensão do animal e até prisão.
Embora incomuns como pets, apenas duas espécies de primatas da fauna brasileira podem ser mantidas legalmente em cativeiro por pessoas físicas: o sagui e o macaco-prego.
O preço varia conforme a espécie e o criatório autorizado:
- Sagui: entre R$ 8 mil e R$ 10 mil;
- Macaco-prego: a partir de R$ 35 mil.
A aquisição deve ser feita exclusivamente em criatórios regularizados, que sigam as normas ambientais e de bem-estar animal.
Autorização do Ibama é obrigatória
Todo o processo de compra e posse precisa ser mediado pelo Ibama, responsável por autorizar a criação em cativeiro e fiscalizar a origem dos animais. Além da licença, o comprador deve receber o Certificado de Origem, documento que comprova que o primata não é fruto do tráfico de animais silvestres.
A ausência ou irregularidade de qualquer documentação configura crime ambiental, conforme a legislação brasileira.
Cuidados vão além da compra
Especialistas alertam que manter um macaco exige preparo e dedicação. O tutor precisa oferecer:
- Recinto amplo, com galhos, brinquedos e esconderijos;
- Enriquecimento ambiental, essencial para reduzir estresse e agressividade;
- Acompanhamento de veterinário especializado em animais silvestres;
- Alimentação balanceada, rica em frutas, vegetais e fontes de proteína, conforme a espécie.
Os custos de manutenção são contínuos e, em muitos casos, elevados, especialmente com saúde, alimentação e estrutura adequada.
Risco do comércio ilegal
Autoridades ambientais reforçam que a compra de macacos por meio de sites ou vendedores clandestinos é ilegal e prejudica diretamente a preservação das espécies. Animais vendidos no mercado ilegal geralmente são retirados à força do habitat natural, submetidos a maus-tratos e transportados em condições precárias.
Além de crime, essa prática contribui para o tráfico de animais silvestres e aumenta o risco de abandono e sofrimento dos primatas.




